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Henrique e os Pardais

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Por Ebrael Shaddai, Para Valenita Duarte , in Henrique, o Anjo . ******* Henrique, Irmão dos pardais, Não planta nem colhe. Deus o ama, E não o esquece. Quem nunca dançou Com os Pardais?? Quem nunca plantou Ou colheu?? Acaso, quem foi que Deus já esqueceu?? Henrique de nada esqueceu, Todos já amaram os pardais, Alguém já colheu uma dança, Quase ninguém se lembra de Deus. Somos a irmandade dos Grandes Pardais, Filhos e netos dos Pequenos Henriques, Plantações e frutos da Dança da Vida. Somos os Amores Divinos Esquecidos... E o que mais?  

Pagode, Japoneses e a Língua Portuguesa: Triângulo Perfeito!!

Todos sabem que eu costumo postar, preferencialmente textos. Mas, de vez em quando, me atenho a alguns vídeos realmente dignos de atenção. Alguns, até mesmo necessitando de investigação mais apurada, ou então de estudos científicos. Lá estava eu, no MSN, essa semana, quando falando com uma amiga, me dou conta de um link de vídeo do YouTube no cabeçalho de um contato meu. Vídeo primoroso aquele!! Demonstra a incrível capacidade de adaptação dos nossos irmãos nipônicos (japoneses). Eles são extremamente versáteis, realmente. Conseguiram a proeza de produzir e interpretar (vejam só!!) um pagode. Por sinal, com uma letra bem escrita, provando a imensa capacidade de interpretação da Língua Portuguesa... Estou rindo até agora!! Quando estou triste, assisto o vídeo a seguir. Percebo, então, que assassinam a Língua Portuguesa não só no Brasil, mas em todo o mundo!!

Inseparáveis

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À meia-luz:  Desenhos de gatos na tela,  Chá gelado com pêssego à esquerda  E, ao fundo,  Uma cigarra cantando...  ********** INSEPARÁVEIS Metáfora, pura e bendita, Alcança minhas costas, Aquelas as quais gostas, E afasta a minha desdita!! A ambiguidade que te incita: Tuas costas às minhas nuas costas! No fim, em meu peito te recostas, E meu coração o teu imita. Na secura insana desta Crosta, De ti, uma saudade quase infinita: Agora,  uma metáfora nunca dita, Nada ambíguo pra quem se gosta. ********** (Manuscrito aproximadamente às 23:30h - 21/01/2010 - sexta-feira)

As Egrégoras e seu poder sobre a sociedade

Por Ebrael Shaddai. ******* Começo do século XX. Década de 1920. A Alemanha está destroçada e falida. Os altos tributos de guerra, impostos pelos vencedores da 1ª Guerra Mundial , fazem o povo alemão entrar em uma histeria coletiva. As pessoas estão desesperadas. Milhões de vidas se perderam, e por nada. O orgulho nacional, impregnado na alma popular desde os tempos do glorioso Sacro Império Romano-Germânico , se espatifou sob os coturnos dos Aliados . A neurose e o desespero, causados pela fome e a humilhação frente ao mundo, são a tônica dos sentimentos populares. Bastou que alguém reverberasse as palavras que todos queriam ouvir de um líder, e já ouviam em seus corações, para que a Egrégora Nazista viesse ao poder. EGRÉGORA -- a palavra provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Duas pessoas estão assistindo a uma partida de futebol pela televi...

Jeremias não morreu!!

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Jeremias não morreu. Como dizia minha avó, ele deitou, mas não fez a cama. Casou-se cedo. Separou-se tão rapido como se casou. Envolveu-se novamente com mulher, ainda mais rapidamente. Jeremias não queria morrer, pois morrer, para ele, significava acreditar no que diziam os padres: morrer é não ter consciência. Ele queria mais: ele desejava não estar entre os vivos e ter consciência disso, de que se livrou do fardo de estar vivo. Jeremias cursou Arquitetura. Desenhou prédios, um museu e planejou o interior misterioso dos antros do fórum de sua cidade. Mas não se contentou com tão pouco em alma, em meio a tanto concreto. Lembrava-se de sua mãe ridicularizando seu pai, ao contar que ele a cortejava falando que iria alcançar as estrelas por ela. Quando criança, ele queria ser astronauta, mas ele tinha medo de morrer dormindo ao atravessar de volta a atmosfera. Ele queria ter a consciência de tudo. Quando Jeremias estava já com sua quarta mulher, ao saber que ela traía-o com o entregador ...

A Bohemia Fundamental e a Companhia dos Poetas

Pelo título, não quero que pensem que estou enchendo a cara, como faziam alguns Grandes Poetas e Escritores. Nem encho a cara, nem chego à sola dos pés de nossos Grandes Mestres Poetas. E a palavra Bohemia , hein?!? Está escrita propositalmente de forma errada, na grafia arcaica, pois não é ao sentido etílico-alcóolico que me refiro. Me refiro ao estado de alma do poeta, numa gestação de emoções em seu interior, como quem vai pôr os bofes pra fora, depois de ter tomado meio tonel da Mineirinha do Engenho Velho . E é essa Bohemia que me invade e bagunça tudo aqui dentro do peito!! Às vezes, é uma bagunça organizada: um vento assola e outro, logo em seguida, reorganiza tudo em versos e estrofes. Pode ser também uma Bohemia prosaica, trivial, em prosa sem versos, parágrafos sem teor definido, porém caindo como um volume de mercúrio sobre minha cabeça. É a Bohemia que não é cerveja, mas que, no calor da falta do que fazer, numa mesa de bar ou da varanda, é a salvação daquele que que...

Refluxo

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Andei pelas areias, hoje, Rindo, Indo e vindo, Vindo e voltando. Apreciando o que era lindo, Sentia o feio se embotando. As tais areias, Via e revia, e pulavam Nos meus sapatos, Entravam e saíam, Machucavam, salpicavam. E as ondas bravas, monótonas, dançando Aos olhos, ardendo. E eu, lendo e relendo O grave refluxo, espumando. Me perguntava: - Vês, agora, Ebrael, o mar?? Como é inexorável a antecâmara do retorno!! Diante de ti, uma sinopse desses ciclos, Uma cena da sístole-diástole das águas!! Veja, Poeta da Ira, Que teu indignado coração É instrumento da mesma dor Que cura, E depura, O sangue do Amor  Que se torna tempestade!! Se queres flores, Planta, transplanta E replanta!! Inspire a dor, Aspire Amor, Transpire suor E cante o que eu Já sei de cor. Trague o ar E semeie os ventos. Colha tempestades, Mas que elas não te deixem Pra sempre, Na mesma praia.