5 de dezembro de 2010

Doidos de Pedra ou Atrofiados de Caráter??

Essa semana estávamos mais uma vez eu e a Joici papeando sobre psicologia, e o assunto do momento é um que é bem atual: os PSICOPATAS. Chegou a virar até tema de novela. Nada mais natural esse assunto, pois que também postamos num blog de Psicologia Junguiana, do amigo Elias Ribeiro.

A gente falou muito sobre o assunto, pois começamos a perceber que esse gênero de moléstia mental anti-social é mais frequente do que se pensa.Ssegundo um post sobre o assunto que li no diHiTT, estima-se que em torno de 1% da população mundial sofra dessa doença. Eis uma definição didática acerca desses seres atormentados:

O psicopata define-se por uma procura contínua de gratificação psicológica, sexual, ou impulsos agressivos e da incapacidade de aprender com os erros do passado. Usando terminologia freudiana, a personalidade psicopática ocorre quando o ego não pode mediar entre o id e o super-ego, permitindo assim o id de se reger pelo princípio do prazer, e o super-ego não tem nenhum controle sobre as acções do ego. Em outras palavras, os indivíduos com esta desordem ganhariam satisfação através dos seus comportamentos anti-sociais, associados a uma falta uma consciência.

A psicopatia é frequentemente co-mórbida com outros distúrbios psicológicos (especialmente transtorno de personalidade narcísico).

A psicopatia é diferente da sociopatia. Embora quase todos os psicopatas tenham transtorno de personalidade anti-social, apenas alguns indivíduos com transtorno de personalidade anti-social (sociopatia) são psicopatas. Muitos psicólogos acreditam que a psicopatia recaia sobre um espectro de narcisismo patológico.

Existe o conceito equívoco de os psicopatas estão condenados a uma vida de violência e criminalidade. No entanto, é possível que estes indivíduos tenham sucesso em muitas profissões.
A Psicopatia é frequentemente confundida com outros distúrbios de personalidade, tais como transtorno de personalidade dissocial, narcísica e esquizofrênica (bem como outros).

(...)

As seguintes conclusões são somente para fins de investigação, e não são utilizados no diagnóstico clínico. Esses itens abrangem o aspecto afetivo, interpessoal, e características comportamentais. Cada item é avaliado com uma pontuação de zero a dois. A soma total determina a extensão de uma pessoa da psicopatia.

Factor1: Agressivo narcisismo

1. Charme superficial;
2. Egocentrismo, obsessão pela autogratificação e superestima;
3. Dissimulação patológica;
4. Propensão à maniplação e a ardis;
5. A falta de remorso ou culpa;
6. Superficialidade, disfarçada com falso senso de intensidade própria;
7. Falta de empatia (não consegue se por no lugar dos outros, insensibilidade com egocentrismo);
8. A incapacidade de aceitar a responsabilidadepor seus atos;
9. Comportamento sexual promíscuo.


Factor2: Socialmente desviantes estilo de vida

1. Necessidade de estimulação / Sensibilidade ao tédio;
2. Estilos de vida parasitas;
3. Falta de controle do próprio comportamento;
4. A falta de realismo, ou metas consistentes para o futuro;
5. Impulsividade;
6. Irresponsabilidade;
7. Delinquência juvenil;
8. Problemas de comportamento precoces;
9. A revogação da liberdade alheia.


Correlacionada com traços independentes dos fatores acima:

1. Muitos de curto prazo nas relações conjugais;
2. Criminal versatilidade.
-->> Fonte: http://redepsicologia.com/psicopatia

Fiquei pensando e lembrei da música (como não lembrar??) Maluco Beleza, do saudoso Raul Seixas. Me lembrei, também, de alguns personagens totalmente doidos de pedra da televisão. E esses malucos não eram psicopatas. Psicopatas são justamente aqueles os quais você não consegue identificar nenhuma anormalidade mental, pelo menos não aparentemente. Fiquei  matutando em como deve ser complexo para esses atores atuarem em papéis como esses.

Como deve ser difícil para um ator perfazer um personagem doido e não pirar na batatinha!! Mas aí cheguei à conclusão de que, num mundo atual, tão neurótico e doente como o nosso, estará mais próximo da realidade se fazer de doido, estando assim em sintonia (apenas em termos de paradigma coletivo) com o mundo do que tentar manter o narcisismo de um herói cotidiano à beira de um ataque de nervos, de alguém tentando se manter "normal" contra todas as correntezas de seu subconsciente e do inconsciente coletivo. E o narcisismo patológico, tão presentes nos meios e mídias sociais onde proliferam facilmente a vaidade, é a arapuca-mestra, inflamada de um tédio pela vida dependente do achismo aos olhos dos outros, que precipita o portador de tal moléstia no caminho sem volta da desagregação silenciosa.

Eu ia postar o vídeo da Maluco Beleza, mas deixo apenas o link. Achei mais condizente com os psicopatas de plantão (e eles estão por aí mesmo, em alguma esquina dos posts) postar esse vídeo aqui do Raul, de um Maluco Beleza para os psicopatas do mundo. Assistam ao vídeo e reflitam na letra da música:











4 de dezembro de 2010

Tempo-Rei, Tempo-Rei...

Dias furiosos esses em que vivemos, não são? Dias de emoções transbordantes, à Flor da Pele. Dias em que podemos nos sentir ociosos, trabalhando muito, e cansados de fazer nada! Presenciamos uma aceleração de tudo: da tecnologia, dos cânceres, da solidariedade, conhecimento, bem como da ignorância, cegueiras e brutalidades. Tempos confusos, em que nossos corações ora disparam pela ação do café e cigarro, ora pelas paixões proféticas. Não estamos preparados para tudo isso...

A humanidade está na adolescência, e meu coração sente esse fato com toda a intensidade. Como esperar por lições que ainda não estamos preparados pra aprender?? Se Deus é o Tempo, e nosso Pai, então ele pôs suas crianças surdas-mudas a ter aulas de língua russa aos dois anos de idade.

Suas Crianças (nós, pobres coitados) esperneiam, querendo respostas prontas, exatas, no tempo que nos apraz. Não respeitamos o aviso: "É proibido questionar!". Sim, a Vida nos esquadrinha e nos coloca tais quais em Caminhos retos, aparentemente perfeitos. Para quê, então, o livre-arbítrio??

Li, certa vez, num livro de Eliphas Levi, que "a Liberdade é a Guardiã do Dever, para assim reivindicar seu Direito". Ou seja, para o autor ser livre significa seguir espontaneamente o Caminho Retificado, o certo, aquilo que nos redimiria e nos harmonizaria com a Vida e as pessoas.

Mas como explicar isso a pessoas "imaturas", adolescentes ainda, em evolução incipiente, inseridas num mundo que corre e nos permite cada vez menos contemplar as coisas e fatos em toda sua extensão? O mundo caminha, a passos céleres, para o instinto, onde as pessoas apenas reagem. O experiente reage quase sempre acertadamente; o imaturo e inepto reflete rapidamente seu impulso e é arrastado pelas correntes.

Quem me dera poder aprender e não reclamar, não querer morrer ao ver mais uma lágrima de desgosto, nascida na impotência sobre as causas e efeitos de minha própria Vida, escorrer do meu rosto de tutelado! Mais um garoto de cabelos grisalhos, a espernear pela tirania dos Tutores do Tempo...


Tempo-Rei, Tempo-Rei: Ensina-me o que ainda não sei!!