23 de fevereiro de 2009

O Nome da Rosa (Umberto Eco, com link para download)

Este foi o romance que deu a conhecer Umberto Eco ao grande público, constituindo um enorme êxito de vendas no Brasill desde que foi publicado pela primeira vez, e continua ainda a ser uma obra bastante popular. E não é de espantar: escrito com imenso humor, o romance dá-nos a conhecer de uma forma expressiva o que era viver num mosteiro medieval. O tema central do romance é a liberdade de estudo e de ensino, a livre circulação do conhecimento. Mergulhada em obscurantismo durante séculos, os mosteiros cristãos constituíam fortalezas onde o conhecimento era preservado com imensas dificuldades. Dado a inexistência da imprensa, os livros tinham de ser copiados à mão por monges dedicados; em consequência, os livros eram bastante raros e de difícil acesso. A ideia ainda hoje popular de que os antigos eram muito sábios resulta em parte da falta de circulação do conhecimento que persistiu até à revolução científica dos séculos XVII e XVIII. Newton, por exemplo, teve por várias vezes a experiência de fazer redescobertas matemáticas que tinham sido conhecidas séculos antes, mas que entretanto se tinham perdido por falta de circulação do conhecimento.

Evidentemente, havia outros obstáculos à livre circulação do conhecimento, na Idade Média, além do problema tecnológico de não existir ainda a imprensa. Um dos mais importantes, tema central deste livro, era o dogmatismo religioso, que encarava o conhecimento como potencialmente perigoso. O romance de Umberto Eco apresenta-se como um livro de detectives: uma série de misteriosas mortes afectam um mosteiro e o protagonista tem por missão descobrir a verdade, um pouco ao estilo de Sherlock Holmes. O contraste entre as novas ideias mais abertas e racionais, mais voltadas para a experiência empírica, e os velhos hábitos fechados e místicos, de costas voltadas para a informação que podemos obter pela experimentação cuidadosa, desempenha também um importante papel no romance. Como é também costume nas histórias de Sherlock Holmes, as mortes a investigar têm à primeira vista um aspecto sobrenatural, mas no fim acaba por haver uma explicação muito humana, demasiado humana, de todas as mortes. Entretanto, o leitor fica preso da primeira à última página, precisamente para saber como se resolve o mistério.

As mortes são o resultado do dogmatismo religioso de um monge, apostado em impedir que um livro julgado perdido de Aristóteles, sobre o riso, possa ser conhecido. E este é um dos aspectos mais profundos e bem conseguidos do romance: poderia pensar-se que matar outras pessoas por causa de um livro sobre o humor não passa de invenção de um romancista ocioso, mas isso seria ignorar que a maior parte dos crimes que assolam a humanidade têm por base o dogmatismo intolerante de quem pensa ter o monopólio da verdade e o direito de a impor aos outros.

Alguns aspectos do romance poderão ser menos simpáticos. O autor parece apostado em atirar aos olhos do leitor uma imensidão de conhecimento histórico, o que por vezes acaba por tornar a leitura menos agradável, apesar de fazer as delícias dos diletantes. A imaginação fervilhante do autor acaba por vezes por ser labiríntica, levando a que quase se perca o fio da história. Mas a bondosa relação do protagonista com o seu discípulo, a sua defesa da racionalidade límpida e sem cedências, a oposição ao dogmatismo que procurava fazer paralisar o conhecimento — todos estes elementos fazem deste romance uma experiência inesquecível.

O título do livro surge na última frase do livro, "Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus", que se pode traduzir do seguinte modo: "A rosa antiga permanece no nome, nada temos além do nome". A ideia é que mesmo as coisas que deixam de existir ou que nunca existiram deixam atrás de si um nome. Eco refere-se talvez ao fato de o Livro do Riso, de Aristóteles, no centro da ação, não ter existido realmente, ou apenas ao fato de, ficcionalmente, ter deixado de existir, deixando apenas o seu nome.



Saber Virar A Página (Texto de Paulo Coelho)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos. O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã... Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas. Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba. Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

22 de fevereiro de 2009

Palhoça, SC: Minha Terra

A princípio, criei esse blog para postar minhas memórias, que estavam sendo comidas pelo tempo e pelas traças entre pilhas de cadernos. Mas, pelo entusiasmo, acabei diversificando demais os temas das postagens, fugindo assim do objetivo principal. A partir de agora será diferente...

Eu nasci a 25 de Outubro de 1980, às 23h15min, na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, SC. Meus pais moravam, naquela época, em Palhoça, distante 13 km de Florianópolis. Minha mãe continua morando no mesmo terreno em que foi criada, em Palhoça. Meu pai mora agora em Balneário Camboriú, SC. É sobre a cidade de Palhoça que vou falar agora, e citar também alguns locais dela que me marcaram.

Praia da Guarda do Embaú, vista do Morro do Urubu

Localizada entre o litoral e a Serra do Mar, Palhoça SC é hoje uma das cidades que mais oferecem alternativas de lazer para os turistas. Entre as praias mais conhecidas destacam-se Enseada de Brito, Guarda do Embaú, Pinheira e Praia do Sonho.

Praias e ilhas paradisíacas, morros que revelam maravilhosas vistas e parques ecológicos onde é possível sentir a natureza em sua plenitude. Tudo isso está localizado no município de Palhoça SC a apenas 15 quilômetros de Florianópolis. A exuberância natural do lugar fez com que a cidade fosse reconhecida pela Embratur como pólo turístico.

As tradições, costumes e arquitetura deixados pelos colonizadores de origem portuguesa, açoriana, italiana e alemã ainda hoje estão presentes no dia-a-dia de Palhoça SC. Outro aspecto relevante do município é o seu artesanato diversificado, destacando-se entre eles o artesanato indígena, que resgata os valores e a cultura daquele povo. No município ainda existem engenhos e alambiques que produzem artesanalmente a farinha e a cachaça.

Palhoça possui um dos maiores mangues de toda a América do Sul. Quase 70% de sua área é composta pela Mata Atlântica, que pertence ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Considerado a maior unidade de conservação do Sul do Brasil, com 90 mil hectares, o parque é destino obrigatório de quem visita Santa Catarina. O local ocupa área de nove municípios, sete ilhas e apresenta grande diversidade de ecossistemas, incluindo campos de altitude, mata nebular, floresta de araucárias, restingas e manguezais. Isso, sem falar no território de Palhoça se concentram 87% da área do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior área preservada de mata nativa de SC, e que abriga centenas de espécies atualmente em extinção em seu ecossistema.


Fotos Selecionadas:


Sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro


Morro do Cambirela, com 1.043 m de altitude. Subi várias vezes. A vista de lá de cima é, literalmente, celestial. Leva-se entre 2h30 a 3h para se alcançar o cume, que é o mais alto do litoral catarinense.


Ilha dos Papagaios, na Ponta de mesmo nome, destino de férias de muita gente famosa.


À esquerda: a Igreja Matriz Sr. Bom Jesus de Nazaré. À direita: Igreja Nossa Sra. do Parto, a primeira construída no centro de Palhoça.
Ambas na área central da cidade.



Antigo, na verdade, o primeiro prédio da Prefeitura Municipal,
construído em 1895. Hoje, já não é Sede oficial do governo.




Mangues de Palhoça.
Palhoça, hoje, ainda possui umas das maiores áreas preservadas de manguezais de toda a América do Sul, ameaçadas pelas construções ilegais, a despeito de serem preservadas por Leis Municipais e Parques Ambientais.



Igreja Nossa Sra. do Rosário, Enseada de Brito.
A igreja mais antiga do município, erguida em 13 de maio de 1750.


Essa é minha cidade, minha terra, e cujas histórias contarei, em outras oportunidades, mescladas às minhas próprias, pois que tudo que vivi de mais significativo se encontra marcado no chão dessa terra.

21 de fevereiro de 2009

Meu Sonho / Traze-me (Cecília Meireles)

Meu Sonho

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

***

Traze-me

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo - esperança!
-Vê que nem sequer sonho - amor!

Risíveis Amores (Milan Kundéra)

Risíveis amores, ou O Livro dos Amores Risíveis -- título escolhido para a edição em Portugal --, (Smêŝné Lásky no original), escrito entre 1960 e 1968, é considerado por muitos leitores e críticos literários de todo o mundo uma das melhores obras de Milan Kundera. O livro é composto por sete contos, sete histórias de amor:

A obra trata do equívoco, seja de situações ou de sentimentos. O equívoco, nesse sentido, está na essência do risível, que intitula a obra. Mal-entendidos que abrem perspectivas novas e caminhos para novas situações são uma constante nos contos. O estranhamento mútuo da parte de amantes, a inversão do caráter amoroso são uma mostra da incapacidade de comunicação que permeia as relações humanas na contemporaneidade. A temática, tratada de maneira literária pelo autor, é a velha temática da solidão humana, sua impossibilidade de transposição dos limites da subjetividade. No mundo ambientado pelo autor, os amantes tratam-se reciprocamente como objetos, e não mais do que isso. Falta de capacidade de comunicação e excessivo cinismo são traços comuns de caráter das personagens da obra. A mudança de perspectiva, porém, quase sempre revela nuances desagradáveis aos amantes. O risível é a necessidade humana pela farsa, pela simulação, pela representação teatral e a incapacidade de experimentar sentimentos verdadeiros. Através da incapacidade de comunhão dos personagens, Kundera parece querer desvelar para o leitor a absoluta falta de sentido da vida sob essas condições.

(Resenha extraída de Wikipedia, a enciclopédia livre)

18 de fevereiro de 2009

Meu Sol, Por Quem Vivo!!

Meu Sol, minha estrela, por quem vivo,
Surgiu na montanha do tempo estivo,
Subjugando a noite fria, suas
tranças em caracol;
Deus masculino, no feminino, chamou-a
SOL!!

Olhando-me, de moreno, tornei-me claro;
Minha face, triste, opaca, se fez ampla, reluzente,
Com seu ósculo inquieto, seu olhar raro.
Digo, para bem te admirar, nem sendo clarividente.

Te encontro em tudo que vejo,
Em meio aos planetas da noite, te beijo!!
Dançando no espaço, ou no Tarô, o Arcano Dezenove.

Em teu nome, tu és o astro que se move:
Anjo e
Sol, juntos, o mesmo desejo;
Sol, un Ange, que ao meu coração comove…

9 de fevereiro de 2009

Médico pega 3 meses de cadeia por aceitar suborno de R$ 1 (na Índia)

Justiça indiana condenou a três meses de prisão médico que recebeu suborno de cerca de R$ 1. (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

O médico Balgovind Prasad, de 75 anos, foi condenado pela Justiça indiana a três meses de prisão, porque ele aceitou 25 rupias (R$ 1,18) de suborno de um varredor em 1985 para emitir um atestado médico falso.

O caso se arrastou ao longo dos anos porque Prasad, que foi condenado em 1992 a um ano de prisão, havia recorrido da sentença. Na terça-feira, a máxima corte do estado de Bihar reduziu a pena de um ano para três meses.

A Justiça decidiu diminuir a condenação, pois considerou que o suborno era insignificante.

"O valor do suborno era muito pequeno, e Prasad pensava que iria receber um indulto do tribunal", disse o promotor Vipin Kumar Sinha.

***

Ahhh, como eu gostaria de dizer que "a Índia é aqui!". Se fosse, seria bom que os políticos de Brasília ( e do Brasil inteiro, para evitar discriminação) acreditassem em vida eterna... porque, pelo valor dos subornos correndo lá, precisariam de centenas de encarnações e milhares de advogados e apelações.

4 de fevereiro de 2009

Meu Tempo Não-Linear (Meu Rio)

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I - Fervente

  • Meu tempo, fervendo,
  • Um rio nascendo
  • Imerso n’água,
  • Nada vendo, me aquecendo.
  • Meu tempo, fervendo,
  • Um rio nascendo,
  • Subindo e virando,…
  • E a vida crescendo.
  • Meu tempo, fervendo,
  • Um rio nascendo,
  • Dormindo, rolando…
  • O que está acontecendo?

II - Corrente

  • Meu tempo, correndo,
  • Um rio descendo,
  • E as pedras clamando…
  • De limo se enchendo.
  • Meu tempo, correndo,
  • Um rio, tudo vencendo.
  • Corredeira passando…
  • Novos sons se espalhando.
  • Meu tempo, correndo,
  • Um rio, e a terra tremendo
  • Do útero adentro
  • Para o mundo, para o centro!!

III - Enchente

  • Meu tempo, entendo
  • É um rio enchendo;
  • As árvores, os peixes fitando
  • E o Sol me amornando.
  • Meu tempo, me vendo,
  • Sou um rio enchendo;
  • Meu curso tecendo,
  • Minhas curvas criando.
  • Meu tempo, me lendo.
  • Fertilizo este mundo,
  • Sou para tudo fecundo.
  • Serei o que pretendo.

IV - Persistente

  • Meu tempo, presente.
  • No corpo valente,
  • O feminino gritando,
  • Levando minha semente.
  • Meu tempo, permanente.
  • Um tanto persistente.
  • Cruzando e lavando
  • Pedra e pedra, mudando.
  • Meu tempo, vivente.
  • Turbilhão vai subindo.
  • Flutuando e caindo,
  • Por que grita tanta gente??

V – Descendente

  • Meu tempo, ainda quente,
  • Um rio que se ressente.
  • Deixando pra trás pau e folha,
  • Permitindo assim que se colha.
  • Meu tempo, minha gente.
  • Um rio com afluente,
  • Pra regar os pastos
  • Dos rincões mais vastos.
  • Meu tempo, meu tenente.
  • Um rio de viajantes.
  • Leva aos lagos verdejantes
  • Meus legados, envolvente.

VI – Imanente

  • Meu tempo, minha mente,
  • Um mar, bem em frente.
  • Antes, de um lado, caranguejo
  • É tudo o que eu vejo!!
  • Meu tempo, reminiscente.
  • Um mar, um ensejo.
  • Por mais que eu tente,
  • Não me lembro do primeiro beijo.
  • Meu tempo, de repente,
  • É o mar que eu almejo!!
  • Um sal que me alente,
  • Peço, mais um desejo!!

3 de fevereiro de 2009

O Mistério do Alef: a Matemática, a Cabala e a Procura Pelo Infinito

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O Mistério do Alef é a história de Georg Cantor, um dos mais brilhantes matemáticos da história. Seu maior feito, o resultado de uma série de extraordinários saltos intuitivos, foi seu entendimento pioneiro da natureza do infinito. O trabalho desconcertante e profundamente filosófico de Cantor tem suas raízes nos matemáticos da Grécia antiga e na numerologia judaica, conforme a obra mística conhecida como Cabala. Cantor usou o termo alef - a primeira letra do alfabeto hebraico, com todas as associações místicas concomitantes para se referir ao número misterioso resultante da soma dos número inteiros positivos. Ele não é o último número positivo porque... não existe número. É o número definitivo do qual estamos sempre nos aproximando: assim como, por exemplo, não existe última fração antes do número um.

1 de fevereiro de 2009

Desesperado, ele atacou ex-namorada por causa de seu peito...

Armado com uma faca e escondido no escuro, Thomas Lee Rowley, de 28 anos, armou uma emboscada contra a ex-namorada Shanon Perry, de 26, para que ela devolvesse os implantes de silicone que ele havia pago, segundo o jornal americano "Daily Press".

Foto: Reprodução/Daily Press

O promotor David Foy, do condado de San Bernardino, disse que Rowley atacou sua ex-namorada em julho de 2006 --ele estava escondido na casa da mãe da vítima em Hesperia, que fica a cerca de 110 km de Los Angeles.

O rapaz está sendo julgado em Victorville, no estado da Califórnia, por tentativa de assassinato. O ex-companheiro de quarto de Rowley, Dennis McGill, disse à Justiça que o ex-colega atacou a mulher porque queria de volta os implantes que ela colocou no peito.


"Eu vou cortá-los e tê-los de volta", testemunhou McGill. Rowley foi preso um dia depois do ataque e enfrenta várias acusações, que incluem tentativa de homicídio, assalto com arma mortal, perseguição e roubo.

*****

A que ponto chegamos na crise financeira internacional!! Tá na cara que ele queria fazer uma grana com o silicone no mercado negro das clínicas de cirurgia plástica, onde a crise já chegou com força. Pôo!! O cara estava desesperado!!