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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

Henrique e os Pardais

Por Ebrael Shaddai,
Para Valenita Duarte, in Henrique, o Anjo.
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Henrique,

Irmão dos pardais,
Não planta nem colhe.
Deus o ama,
E não o esquece.

Quem nunca dançou
Com os Pardais??
Quem nunca plantou
Ou colheu??
Acaso, quem foi que
Deus já esqueceu??

Henrique de nada esqueceu,
Todos já amaram os pardais,
Alguém já colheu uma dança,
Quase ninguém se lembra de Deus.

Somos a irmandade dos
Grandes Pardais,
Filhos e netos dos
Pequenos Henriques,
Plantações e frutos da
Dança da Vida.
Somos os Amores Divinos
Esquecidos...

E o que mais?

Pagode, Japoneses e a Língua Portuguesa: Triângulo Perfeito!!

Todos sabem que eu costumo postar, preferencialmente textos. Mas, de vez em quando, me atenho a alguns vídeos realmente dignos de atenção. Alguns, até mesmo necessitando de investigação mais apurada, ou então de estudos científicos.

Lá estava eu, no MSN, essa semana, quando falando com uma amiga, me dou conta de um link de vídeo do YouTube no cabeçalho de um contato meu. Vídeo primoroso aquele!! Demonstra a incrível capacidade de adaptação dos nossos irmãos nipônicos (japoneses). Eles são extremamente versáteis, realmente. Conseguiram a proeza de produzir e interpretar (vejam só!!) um pagode. Por sinal, com uma letra bem escrita, provando a imensa capacidade de interpretação da Língua Portuguesa...

Estou rindo até agora!! Quando estou triste, assisto o vídeo a seguir. Percebo, então, que assassinam a Língua Portuguesa não só no Brasil, mas em todo o mundo!!


Inseparáveis

À meia-luz:  Desenhos de gatos na tela,  Chá gelado com pêssego à esquerda  E, ao fundo,  Uma cigarra cantando...
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INSEPARÁVEIS
Metáfora, pura e bendita, Alcança minhas costas, Aquelas as quais gostas, E afasta a minha desdita!!
A ambiguidade que te incita: Tuas costas às minhas nuas costas! No fim, em meu peito te recostas, E meu coração o teu imita.
Na secura insana desta Crosta, De ti, uma saudade quase infinita: Agora,  uma metáfora nunca dita, Nada ambíguo pra quem se gosta.
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(Manuscrito aproximadamente às 23:30h - 21/01/2010 - sexta-feira)

As Egrégoras e seu poder sobre a sociedade

Por Ebrael Shaddai.
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Começo do século XX. Década de 1920. A Alemanha está destroçada e falida. Os altos tributos de guerra, impostos pelos vencedores da 1ª Guerra Mundial, fazem o povo alemão entrar em uma histeria coletiva. As pessoas estão desesperadas. Milhões de vidas se perderam, e por nada. O orgulho nacional, impregnado na alma popular desde os tempos do glorioso Sacro Império Romano-Germânico, se espatifou sob os coturnos dos Aliados. A neurose e o desespero, causados pela fome e a humilhação frente ao mundo, são a tônica dos sentimentos populares. Bastou que alguém reverberasse as palavras que todos queriam ouvir de um líder, e já ouviam em seus corações, para que a Egrégora Nazista viesse ao poder.

EGRÉGORA -- a palavra provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Duas pessoas estão assistindo a uma partida de futebol pela televisão. Torcem …

Jeremias não morreu!!

Jeremias não morreu. Como dizia minha avó, ele deitou, mas não fez a cama. Casou-se cedo. Separou-se tão rapido como se casou. Envolveu-se novamente com mulher, ainda mais rapidamente. Jeremias não queria morrer, pois morrer, para ele, significava acreditar no que diziam os padres: morrer é não ter consciência. Ele queria mais: ele desejava não estar entre os vivos e ter consciência disso, de que se livrou do fardo de estar vivo.
Jeremias cursou Arquitetura. Desenhou prédios, um museu e planejou o interior misterioso dos antros do fórum de sua cidade. Mas não se contentou com tão pouco em alma, em meio a tanto concreto. Lembrava-se de sua mãe ridicularizando seu pai, ao contar que ele a cortejava falando que iria alcançar as estrelas por ela. Quando criança, ele queria ser astronauta, mas ele tinha medo de morrer dormindo ao atravessar de volta a atmosfera. Ele queria ter a consciência de tudo. Quando Jeremias estava já com sua quarta mulher, ao saber que ela traía-o com o entregador d…