29 de julho de 2009

Entrega (Beija Eu / Marisa Monte)

Bom dia a todos!!

De repente, acordei com uma idéia na cabeça. Baseado no costume da amiga Syssim de postar clipes de sua preferência e no meu gosto de dissertar sobre temas humanos e da Natureza, resolvi criar uma seção semanal, as Conversas Cantadas. Consistirão em temas dissertados, com um clipe ao fundo, tendo entre si uma relação quase intuitiva, nem sempre direta. Muitas vezes, as músicas nos ajudam a refletir melhor, digerir melhor, os temas. Pelos menos, ajudam a sublimá-los.

Os artigos desta sessão irão ao ar todas as quartas-feiras e domingos. Essa é apenas uma idéia, e todos podem beber da mesma fonte em seus espaços, blogs e sites, se gostarem. Sei que essa não deve ser uma iniciativa propriamente nova, mas...

Como tema da primeira postagem, escolhi falar sobre a dificuldade que os seres humanos têm de se entregarem em suas relações.


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Entrega


Notadamente, a Natureza, pelo menos aparentemente, criou o homem para enfrentar a tudo e todos, para defender sua gente. As mulheres, com sua sensibilidade e arte, cuidariam e pensariam o progresso e crescimento da prole dentro das sociedades. Mas, num mundo onde as características físicas sempre determinavam a sobrevivência do povo, as mulheres. pouco a pouco, tiveram sua importância e poder (pelo menos aparentemente) reprimidos.

Por isso, o homem ficava sempre com um pé atrás em tudo. E a mulher não tinha necessidade desse medo, pois tinha o brutamontes à sua frente. O homem não tinha que ter sentimentos. Apenas tinha que fazer os outros sentirem, nem que fosse somente dor ou medo. Às mulheres, cabia mostrar que os brutamontes sabiam fazê-las sentir dor e medo.

Mas isso mudou. Os homens não precisam mais matar um leão por dia. Seriam presos por isso. Basta não perder a cabeça e evitar de matar o chefe. Basta querer crescer e não deixar o brutamontes vizinho lhe tirar o espaço (às vezes, tomam-lhe até a mulher!!).

Hoje, as mulheres e homens reconhecem suas metades positiva e negativa, masculina e feminina. Reconhecem que podem reagir tão agressivamente quanto pacificamente, sentir e fazer-se sentir, ter prazer e dar prazer. Estamos entrando na Era de Aquário. Todo o preconceito deve ser extinto e substituído pela liberdade de consciência. Amemos e seremos amados. Doemos Amor e desejemos, também o Amor. Nos demos respeito e exijamos, igualmente, respeito

Nos entreguemos para que sejamos todos um, almas em uma só carne, toda a humanidade como um só corpo humano, e todo o planeta num só organismo vivo.


27 de julho de 2009

Essencialmente Instável

Perambulo enquanto vivo.
Porém, não vivo se paro.
Mover-me, me é mais caro,
Em tempo frio ou mesmo estivo.

Vagabundo das idéias,
Andarilho das emoções.
Personagem, eu, das canções
Das minhas próprias epopéias.

Ulisses sem Odisséias,
Um herói sem invenções,
Um viajante sem amparo.

Sou eu, quando da paz me separo,
Esse clima de múltiplas estações;
Então, com o Amor me deparo.



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Nota >> Essa poesia saiu também quentinha do forno agora. Baseado no que escrevi no post anterior, mas princípalmente por certos comentários e certos blogs, que têm me inspirado e me feito entrar em ebulição. Principalmente, depois que minhas pérolas têm sido guardadas por seis chaves (aquele que souber o que isso quer dizer, já sabe bastante!!).

26 de julho de 2009

Vagabundo Confesso - Dazaranha

Bem, seguindo a idéia da Syssim, e eu adorei a idéia, vou postar de vez em quando um clipe de algum som que me faça feliz. A música que vou mandar aqui é de um grupo nativo de Floripa mesmo, o Dazaranha, que toca um pop rock todo original, enfatizando temas ilhéus de Floripa. Essa música fala de tudo que eu gosto: mar, natureza, uma cama, café, suco de laranja, Yemanjá, praia, rio, mato. Nos seus arranjos, emprega uma miscelânea de instrumentos de cordas e percussão que me contagiou.

Junto, vou colocar a letra da música. E espero que agrade a todos, e também à Syssim, da qual plagiei a idéia.

Enfim, a música é um dos retratos com os quais descrevo minha alma de "vagabundo" das idéias, "andarilho" das emoções.




Sou vagabundo eu confesso,
Da turma de 71

Já rodei o mundo
E nunca pude encontrar
Lugar melhor para um vagabundo,
Que um rio à beira mar
Odoiá odofiaba!!

Salve, minha mãe Iemanjá
Que foi que me deram pra levar
Pra dona Janaína que é sereia do mar
Pente de osso, laços e fitas
Pra dona Janaína que é moça bonita
Que é moça bonita

Café na cama eu gosto
Com um suco de laranja
mamão
Iêêê e um fino em cima da mesa
Amanhã quando você,
Quando você for trabalhar
Tome cuidado
Que é pra não me acordar
Eu durmo tarde,
A noite é minha companheira
Salve o amor salve a amizade,
a malandragem,
a capoeira
É a capoeira(2x)

Sou vagabundo eu confesso

25 de julho de 2009

Nada de novo sob o Sol

Comentando um post no Dihitt, hoje, me surgiu, essa poesia em minha alma:


Nada de novo sob o Sol!!
Nada de novo, nem a insolação!!
Mas como cada um é um mundo,
Meu sol continua quente,
E o sol de muita gente
Sinto que é frio como Plutão.
Mas não te caves:
O que meu coração sente,
(Esse nobre Astro-Rei, vagabundo)
Mesmo, é tua eterna translação.

24 de julho de 2009

Não arrume 'Sarney' para se coçar, meu filho!!

Como dizia minha mãe, a língua não têm osso. Eu dizia a ela que era por isso que nunca fui a ortopedista algum. Ela também vivia me alertando, "tu adora arrumar sarna para se coçar". Bem, nunca quis ter cachorro por animal de estimação. Sempre preferi os gatos. Mas algumas "sarnas" na vida dão até uma coceirinha gostosa. Eis a "sarna" do momento:











Charge de Sponholz

http://blogdomariofortes.blogspot.com/2009/07/o-neto-de-sarney-charge.html




Responda rápido:

O que fazer quando a menina tem um avô chamado Sarney??

a) Pedir um namorado de presente?

b) Pedir um namorado senador?

c) Pedir um namorado senador com uma sala secreta para os finais de tarde (e finais de festa)??

d) Pedir um remédio ao veterinário, pois Sarney deve ser doença canina??

e) Acredite: ou isso é pesadelo ou ela andou comendo veneno. Será que está tentando se matar??

22 de julho de 2009

Mataram meu gato!!

Esse é, verdadeiramente, um dies irae, um Dia de Ira. Triste também, mas sobretudo revoltante. De onde surge um ser, que se diz pensante, e mata, covardemente, um ser indefeso, um gato que não fazia mal a ninguém. Se ele mata um ser inocente, o que diria ele que fizéssemos a um ser culpado como ele??

Mataram meu gato!! Envenenaram meu gato!! Acordei, e lá estava ele, imóvel. Nessas horas, vejo que, mesmo que perdoássemos tais elementos, eles não seriam dignos de tal indulgência. Quem deveria estar morto era o covarde que fez isso, e não a pobre criatura, que não pedia mais do que água, comida e um lugar para dormir. É o terceiro gato que perco envenenado aqui, onde eu moro. Mas eu vou descobrir, e quando eu descobrir... ah! quando eu descobrir!!

Nessas horas é que duvido que o perdão valha de algo!! Pois o que está feito, está feito. Há que haver reparação!! Se não houver, esse filho-da-puta vai ficar me devendo essa conta. Aceitar tudo pacientemente, dar a outra face ao tápa ignóbil é contra a natureza humana. Hoje, isso é inaceitável. Acredito que, sim, a Justiça de Deus é inexorável. Mas que somos nós que, às vezes, sem querer, agimos como vetores da Cobrança Cármica?? Somos, ao mesmo tempo, credores e devedores. Deus não têm um anjo para cada dívida a ser cobrada, para retribuir cada ato mal.

Os gatos, assim como todos os animais, têm espíritos da natureza que os protegem, e concentram suas alminhas quando falecem. O covarde filho-da-puta, que assassinou meu gato, também, com certeza, terá um espírito competente para dar conta da alma dele, quem sabe num futuro não muito distante.

19 de julho de 2009

Olho grande??...Não, olho gigante...Isso, sim!!

Há pessoas que você encontra pela vida as quais você já sabe que te "secam", e "secam" tudo que você faz. A essas pessoas chamamos, olho-gordo. olho-grande e, entre os ocultistas, são chamadas de vampiros. Pessoas que têm a especial habilidade de te fazer ficar triste, desanimada, irritada. Geralmente, são pessoas frustradas consigo e com a vida, com seus empregos, com seu marido. Algumas vezes, frustradas com tudo.



Essa semana encontrei uma dessas pessoas. Estava numa seleção interna na empresa em que trabalho para promoção para cargos em outros setores. Essa pessoa conseguiu permissão, assim como eu, para participar dessa seleção. No entanto, sei lá por qual motivo, ela resolveu não ir na data marcada. Eu fui e passei para a etapa seguinte. Quando ela soube, foi a única pessoa que, no dia seguinte, não ficou com uma cara "boa" quando minha supervisora anunciou que eu continuaria na disputa, nem mesmo comentou quando eu disse a ela que tinha passado.





Em seguida, acabei ficando pelo caminho na seleção. Toda a equipe já sabia, e então ela, fingindo não saber de nada, veio me perguntar, vendo minha cara de contrariado, se eu tinha passado. Mas ela estava com uma cara tão sorridente e de "bem com a vida", que eu quase vomitei. Ela ainda foi se certificar e ler no mural se realmente eu não estava entre os aprovados. Realmente, ela estava (e continua) nojenta. Depois desse dia, nem chego mais perto dela, procurando trabalhar o mais distante possível dela.



Isso é que é um "olho obeso", "olho gigante", um verdadeiro Titã dos anais da Oftalmologia!!

12 de julho de 2009

Vaidade das vaidades...e tudo é vaidade!!

Eu escolhi esse versículo bíblico, do livro do Eclesiastes, para falar de um assunto que me veio à mente ao reler o texto que repostei no meu último post: a vaidade das vaidades.

(...)É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade:
vaidade de não ter vaidade.(...)


A vaidade é algo tão traiçoeiro que as pessoas nem se apercebem que existe vaidade até em ser sóbrio (demais). Hoje em dia, não é mais moda somente o ter, mas também o desprezo às posses. Virou moda o desapego, o virtuosismo que se auto-promove, em que as pessoas esperam, intimamente, serem mais adoradas no meio social, e por conseguinte, se destacarem dos demais, pois que já está "cansativa" e entediante a busca pelo ter. Inventaram, então, essa modinha: viver mais frugalmente do que naturalmente seria necessário.

Porque estou falando disso?? Não é minha intenção atacar nenhum estilo de vida, desde que autênticos, ou autenticamente inerentes à natureza de um grupo de pessoas. Mas uma boa parcela das pessoas, frustradas com suas "conquistas", vêem no estilo natureba, despojado e andarilho, uma forma de inclusão em seus meios sociais, como forma de serem mais bem-quistas ou como de se auto-promoverem social, econômica ou até, pasmem, politicamente.

Vaidade de não ter vaidade.. Orgulho de viver despojadamente, soberba por se achar acima dos ricos e poderosos, ufania em ser "pobre". Rico ou pobre, famoso ou anônimo, o homem só pode, hoje em dia, se orgulhar, sem medo, de duas coisas: do seu trabalho e de sua família. Todo o resto, sem distinção, pode levar a mais e mais decepções e frustrações, sejam elas pela religião dos pobres, pelo iluminismo da ciência, seja pela causa mais nobre, seja pela ousadia mais inconsequente, pela rigidez na dieta vegetariana ou pela opulência de banquetes régios. Tudo isso é vaidade. E na vaidade reside a estupidez!!

Tanto o rico, que se orgulha de posses transitórias e poder passageiro, como o pobre, que se acha mais honesto ao comer menos, ter menos móveis em casa. Tudo é vaidade!!

Somente do trabalho vêm os bens preciosos da vida: inteligência, o sustento de si e de sua prole, a paz de espírito e o cansaço que traz o sono renovador do corpo.

A Vida é o trabalho de Deus, e nosso trabalho é a Vida de Deus no mundo humano. Falemos menos, arrotemos menos, durmamos cedo e trabalhemos mais por nós mesmos. A solução não é renegar nossas necessidades. Quando trabalhamos, nossas necessidades estão em equilíbrio com nossas possibilidades, pois o vício pode consistir tanto no excesso de privações que provoca o Caos, quanto no excesso de exageros, que trazem acúmulos e tornam nossa vida um fardo mais miserável do que o mais miserável dos casebres.

4 de julho de 2009

Morro do Cambirela: mais de 1.000 metros acima do nível da rotina

Vista do amanhecer, acima das nuvens, no cume do Cambirela.


Sou uma pessoa que habitualmente não curte a rotina, a estabilidade, mas que ao menos admite que ela é necessária para que não voemos para a Lua das fantasias e devaneios. E o mais disso tudo: para comer e responder por aquilo que assumimos na vida. Se eu, por acaso, não fosse casado, hoje estaria trabalhando em viagens de algum tipo.
Eu ainda tinha 15 anos,quando decidi ir, com um grupo de colegas, escalar o Morro do Cambirela, nos encontrand de madrugada, às 5h da manhã. Estava com uma namorada, a qual me arrependi de ter levado comigo, pois só reclamou de cansaço (do que ela foi avisada) e tive de levar a maior parte da bagagem de nós dois (a dela somava mais 70% do peso, vai entender!!).
O Morro do Cambirela é o ponto mais alto do litoral catarinense, e localiza-se na zona de transição entre a Serra do Mar e a Serra Geral, abrigando parte do que restou da Mata Atlântica em Santa Catarina. Está no território de Palhoça, minha cidade, e dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, área de Proteção Permanente. Alcança 1.043metros de altitude em seu pico mais alto. Lá de cima, dá de vislumbrarmos toda a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) e boa parte do litoral catarinense. Cambirela é uma palavra indígena, que significa "dois seios" , pela sua semelhança aos contornos.
Chegamos, enfim, exaustos e estressados com as reclamações por cansaço de quem insistiu para subir por vaidade. Comemos, nos hidratamos. À noite, acendemos uma tradicional fogueira e bebemos, ao som de um violão. Dormimos amontoados nas barracas coletivas, que se tornaram pequenas. Começou a chover. Passamos um frio danado. No dia seguinte, na descida, quase nos perdemos, pois escolhemos um caminho que talvez estivesse mais transitável, menos cheio de lama. Acabamos voltando `trilha que usamos para subir. Não tinha jeito: tivemos que sentar com a bunda no chão e ir deslizando trilha abaixo!!

Olhando para leste, vista geral da Ilha de Santa Catarina. Na parte de baixo, o litoral de Palhoça.


Depois de 4h de descida (demoramos mais pelo cansaço e pelas más condições da trilha), chegamos em casa, imundos, enlameados, Só me dei conta que teria de inventar uma desculpa para minha mãe uns 500 metros antes de chegar em casa. Disse parte da verdade: que fomos acampar numa praia por perto e, que por causa da chuva, os caminhos estavam cheios de lama. Só não disse o principal, para minha mãe que sofre dos nervos: que a praia ficava a mais de 1.000 metros de altura, com mata fechada por pelo menos 850 metros do caminho.
Foi minha primeira grande experiência transgressora. Na verdade, transgressora para minha mãe. Para mim, o primeiro ar fresco da Aurora da Liberdade.



Foto do pico mais alto do Maciço do Cambirela.


1 de julho de 2009

Eletroposto - uma alternativa que cresce no mundo

Conheci no meu twitter um site que fala bastante e divulga as notícias relacionadas aos veículos movidos à eletricidade. É uma ótima alternativa, e mais, viável, para a locomoção das pessoas. Bastam apenas um cabo, um veículo adaptado ou fabricado para isso, e um posto de abastecimento de eletricidade (eletroposto).


Na onda ativo-ecológica de salvamento de nosso planeta, essa alternativa cresce a passos largos pelo mundo. Por esse meio de locomoção, utilizada em grande escala, poderíamos evitar que milhões de toneladas de derivados de carbono e outros elementos mais "pesados" sujassem nossa atmosfera.


Divulguem essa idéia em seus blogs e sites. Divulguem por e-mail. Sejam pró-ativos também com a Casa Mãe-Terra.