22 de julho de 2009

Mataram meu gato!!

Esse é, verdadeiramente, um dies irae, um Dia de Ira. Triste também, mas sobretudo revoltante. De onde surge um ser, que se diz pensante, e mata, covardemente, um ser indefeso, um gato que não fazia mal a ninguém. Se ele mata um ser inocente, o que diria ele que fizéssemos a um ser culpado como ele??

Mataram meu gato!! Envenenaram meu gato!! Acordei, e lá estava ele, imóvel. Nessas horas, vejo que, mesmo que perdoássemos tais elementos, eles não seriam dignos de tal indulgência. Quem deveria estar morto era o covarde que fez isso, e não a pobre criatura, que não pedia mais do que água, comida e um lugar para dormir. É o terceiro gato que perco envenenado aqui, onde eu moro. Mas eu vou descobrir, e quando eu descobrir... ah! quando eu descobrir!!

Nessas horas é que duvido que o perdão valha de algo!! Pois o que está feito, está feito. Há que haver reparação!! Se não houver, esse filho-da-puta vai ficar me devendo essa conta. Aceitar tudo pacientemente, dar a outra face ao tápa ignóbil é contra a natureza humana. Hoje, isso é inaceitável. Acredito que, sim, a Justiça de Deus é inexorável. Mas que somos nós que, às vezes, sem querer, agimos como vetores da Cobrança Cármica?? Somos, ao mesmo tempo, credores e devedores. Deus não têm um anjo para cada dívida a ser cobrada, para retribuir cada ato mal.

Os gatos, assim como todos os animais, têm espíritos da natureza que os protegem, e concentram suas alminhas quando falecem. O covarde filho-da-puta, que assassinou meu gato, também, com certeza, terá um espírito competente para dar conta da alma dele, quem sabe num futuro não muito distante.