31 de outubro de 2009

Pedro Boaventura, à beira do caminho.

Seu nome era Pedro. Pedro Boaventura. O sobrenome (*) pressupõe felicidade, fortuna. Mas Pedro não era feliz. Pedro tinha, e sabia disso, características que poderiam fazer qualquer homem feliz e bem-sucedido: era carismático, razoavelmente charmoso, inteligente. Mas nada dava certo para ele. Pelo menos, era isso que ele achava.

Pedro nascera em uma pequena cidade do extremo oeste de Santa Catarina, chamada Palma Sola. Como toda aquela região, Palma Sola era eminentemente agrícola. Seus pais eram lavradores pobres, como a grande maioria na região o era. Eram os idos de junho de 1978, quando ele veio ao mundo. Uma chuva de granizos havia devastado a minúscula roça de milho, no começo do inverno daquele ano. Sua mãe, Maria Bernadete, havia dias que estava debilitada pela subnutrição, jazia na cama, aparentemente sem forças para parir. Ele nasceu abaixo do peso, naturalmente, de parto prematuro, depois que seu pai, Marco Luigi, um rude e ignorante lavrador, batera nela por não ter lhe feito a janta, pois não conseguia mais cortar a lenha para o fogão.

Passaram-se dois meses até que conseguissem batizar o menino na capela do povoado onde tinham roça. As dívidas acossavam a família, e só conseguiram pagar as custas do batizado à base de doações de vizinhos. Até aquele momento, não haviam decidido qual seria seu nome. Num momento de descontrole e desespero, Marco resmungou perante o padre, na hora da unção:

 - Que Deus tenha misericórdia desse pobre diabinho, pois se um dia não tiver o que dar de comer ao pestinha, eu, ele e a mãe vamos ter que comer, nem que seja, sopa de "pedra"!!

Maria, sua mãe, num lampejo, achando se tratar de um sinal divino, bradou:

 - Já sei! Ele há de se chamar Pedro. Nem que eu tenha que engolir pedra, ele não há de passar fome.

Parece que as bênçãos da mãe foram providenciais!! A roça deu conta de prover o mínimo para o sustento de Pedro. Pedro cresceu, ainda assim, um menino franzino. Riam-se dele, porque não queria ser lavrador, mas sim doutor. Diziam que ele não tinha nem sandálias de couro cru, como poderia pensar em calçar alparcatas?? Queria ser advogado, pois queria pôr na cadeia os homens que, a exemplo de seu pai, espancavam suas mulheres-escravas. E agora, depois de crescido, ainda apanhava de seu pai, todas as vezes que dizia querer ir pra escola, e não ir para a roça, às 5 horas da manhã.

Tudo corria normalmente na vida de Pedro, até aquele momento. Até mesmo as surras de relho de cavalo, quase que diárias, eram usuais para um garoto de 11 anos do interior de Santa Catarina.

Um dia, ele quis comprar uma pipa, na quermesse da festa de São João, no mês de seu aniversário. Pedir apara o seu pai dar-lhe dinheiro pra comprar, ou fazer para dar-lhe de presente, estava fora de cogitação. Era possível que ele ficasse tão "leve" por causa de uma sova, que o vento poderia levá-lo como a uma pipa. O vigário da paróquia da cidade precisava que alguém engraxasse seus sapatos para a solenidade de São João. Pedro aprendeu em dois tempos como fazer o serviço. Ganhou alguns tostões, suficientes para comprar a pipa. Chegando à quermesse, onde estava o pipeiro?? As pipas tinham sido todas vendidas, e se foi o pipeiro!! - lhe disseram. E ainda por cima, seu pai o flagrou com o dinheiro na mão, no meio da multidão, e ele foi levando com a cinta no lombo até o casebre onde moravam. Depois de soluçar de dor durante horas, o menino falou algo que, ao invés de melhorar sua vida, o trouxe à realidade de um inferno que não existia ainda dentro dele:

 - Diabos!! Nada dá certo nessa minha vida!! Poxa, que merda de vida!!

Pedro cresceu sem namoradas. Só estudava. Estudava e apanhava. Por pouco não morrera de uma surra que levou de seu pai, com socos no peito e nas costas. Tinha vergonha das meninas, porque sabia que não poderia levá-las em casa, pela animalidade de seu pai. Pedro começara a ter fantasias sexuais um pouco estranhas. Quando se masturbava, tarde da noite, o fazia pensando em mulheres grandes e altas, que pudessem bater no seu pai. Por isso, Pedro tinha poucos amigos, e pouco saía além da roça de milho, a soltar pipa e subir em árvores. Somente nessas ocasiões poderia, sem recriminações, sonhar livremente.

Na escola, ia bem nos estudos rudimentares. Apesar disso, as meninas da cidade, justamente as mais lindas, troçavam por ele ir com uma sandália remendada com pregos. Todos na cidade o conheciam por apagar os erros, no caderno fino, com os dedos. Um dia, fez uma borracha artesanal com elásticos de látex, usados em hospitais da região, trazidos por um médico. Foi a piada do mês. As meninas, algumas pelo menos, se riam dele por ele ser o "caxias" que não lhes dava bola. Ele era um garoto bonito. Os rapazes sabiam disso, e lhes faziam côro. Ainda assim, querendo abandonar a escola, por traumas como esses, e por nunca conseguir amarrar a sandália adequadamente, que já se desfazia com os anos e não lhe servia mais, continuou até certo tempo. Um belo dia, deixou a escola, e foi ajudar seu pai na roça, e apanhava ao anoitecer, sempre que tentava ajudar seu pai, torto de bêbado, a chegar em casa vivo. Nunca mais conseguiu vaga novamente para estudar nas escolas da cidade.

Já tinha 21 anos, quando a única coisa certa, sem conflitos, que vivera em sua vida, o amor pela sua mãe, fora afrontada de forma fatal. Nessa época, Pedro trabalhava em uma sapataria da cidade, na sapataria de seu Valdivino, , como aprendiz. Seu Valdivino era homem bom, mas deveras muquirana. No entanto, Pedro era grato pela oportunidade. Ao chegar em casa à noite, encontra seu pai com a cara na mesa, dormindo e roncando, como um porco cachaceiro que era. Perguntou-lhe, despertando-o, pela mãe. Era estranho que, às oito horas da noite, sua mãe não estivesse com a barriga encostada no fogão à lenha, cozinhando feijão. Chorando e já sentindo o aroma fatal de sangue, vai ao quarto. Torcia para que sua mãe, já com 42 anos, estivesse apenas desmaiada. Mas desmaiada estava, definitivamente. Tinha o crânio afundado por um martelo caseiro, que estava a dois metros dela, encima da cama. Em vão, tomara-lhe a pulsação. Teve vontade de cravar o cutelo, pendurado na parede da cozinha, no pescoço de Marco. Mas, ouviu sua mãe dizendo que "amaldiçoado o filho que levanta a mão contra seu pai." Chamou a polícia, que levou seu pai para a cadeia da cidade. Lá, o pai, envelhecido mais de 10 anos ao saber o que tinha feito, se enforcou com sua cinta, com a complacência dos policiais, então.

Pedro saiu da cidade. Fugiu daquela casa, como o diabo foge da cruz, ele, o diabinho que comeria pedra, e que estava comendo agora o pão que o diabo-pai havia lhe amassado. Mas antes, encarregou-se de por fogo em toda a casa, salvando apenas a foto de seu batizado, onde estava sua mãe. A metade contendo seu pai, ele a recortou e queimou. Pediu suas contas na sapataria, na qual estava desde os 14 anos, sem ser efetivado, e foi-se embora, sem rumo, à base de caronas nos caminhões de carga de hortaliças que saíam da cidade.

Por que nada estava certo em sua vida?? Por que a vida havia lhe tomado a pessoa para quem queria fazer tudo certo?? A mãe era a única referência de carinho que tinha. Por não ter tido coragem de expulsar seu pai de casa e defender sua mãe, achava que não teria coragem de mais nada. A mulher-salvadora-gigante, das noites de suas masturbações, não havia chegado para salvar os dois. Não acreditava que alguma coisa voltasse a fazer sentido.

Dois meses depois de ter saído com uma mala, contendo meia-dúzia de peças de roupa e seus documentos, Pedro havia perambulado por diversas cidades, afogando as mágoas em cachaça, já que ainda era virgem. Não sentia-se disposto a conquistar mulheres. Não que achasse que fosse gay. Mas, já que a mulher que sonhava encontrar na fantasia de guri, tão doentiamente, a quem chamou Joelma, não havia lhe aparecido, se desiludiu com as mulheres. Estava, a essa altura em Mafra, no planalto Norte catarinense.


Pedro Boaventura, contos, Crônicas

Seu dinheiro havia, enfim, acabado. Tomou uma última bebida, num só gole ávido, agoniado que estava. Era uma dose generosa de licor de absinto, vendido clandestinamente numa bodega. Começou a delirar, triste que estava e pelo teor tóxico da bebida, sentado ao meio-fio, perto da estação rodoviária. Vê, num lampejo, um homem se aproximar dele e sentar ao seu lado. O homem lembrava a descrição de alguém que sua mãe jurava, de pés juntos, ter visto quando criança, encostado no carro-de-boi de seu avô materno. Um homem de barbas ralas e olhos negros, vestes surradas. Mais parecia um mendigo, mas sua mãe dizia ser Jesus.

O homem lhe pergunta:

 - O que fazes aqui, à beira do caminho?? O que procuras??

 - Procuro um carro do hospício. Não sabe de um que passe por aqui?? - respondeu Pedro, sarcasticamente.

 - Não, não sei. Mas por que achas que precisas de um??

 - Por que achas que estou aqui?? Te respondo: porque nada, absolutamente nada em minha vida, foi como eu sonhei. Nunca consegui terminar nada nessa vida. E tudo que conseguia começar se desfazia com tantas pedras no meu caminho. Não sei porque minha mãe (que Deus a tenha!!) foi me dar esse nome.

Fez uma pausa, retirou o excesso de saliva do canto da boca, cheirando à cachaça velha, e continuou:

 - Nunca sonhei em ser sapateiro. Nunca quis ver minha mãe apanhar e morrer com  o crânio arrebentado. Nunca sonhei em ser incomodado por um mendigo a 500 km de onde eu nasci. Nunca sonhei estar aqui. Você acha que isso não deixaria alguém "fora da casinha"??

O "mendigo" pensou bem no que ia falar. Enfim, disse-lhe:

 - Quanto mais fugimos da cruz, mas os pregos surgem em nossas mãos. Para merecer o paraíso, não é necessário conhecer o inferno. O inferno existe desde que o paraíso surgiu.

E concluiu:

 - Não sou Jesus, não, antes que eu me esqueça de falar!! E uma última coisa: você está parado, aqui, à beira do camnho. Para que as coisas dêem certo na vida, apesar das paradas constantes, é preciso estar a caminho!!

 - Você também é louco!! Só pode ser - resmungou Pedro.

Quando levantou novamente a cabeça, parece que o mendigo ficou mais baixo, e lhe disse:

 - Quem é maluco aqui é você, rapaz!!

Um ônibus queria deixar a rodoviária, e Pedro estava deitado na saída dos veículos. Meio lesado ainda, com fome, Pedro foi arrastando sua mala pelo caminho que leva a Joinville, repetindo por muitas horas, como um lunático:

 - O importante é estar a caminho... o importante é estar a caminho...

Depois disso, Pedro nunca mais fora visto, apesar das especulações, de algumas testemunhas e do motorista que poderia ter passado com um ônibus sobre ele, de que estivesse perambulando atrás de comida pela região, como um andarilho, arrastando sua mala. O caso do andarilho Pedro, misterioso e lunático,logo correu as cidades do Palnalto Norte. Tempos depois, mais ou menos um mês após o episódio da rodoviária, seu corpo foi encontrado por um motorista de caminhão que havia encostdo seu veículo no acostamento de um estrada vicinal em Três Barras, próxima de Mafra, para urinar. Seu cadáver já estava em decomposição acelerada, carcomido de vermes. Fora identificado por seus documentos, constantes de sua mala e por exame de arcada dentária.

Os moradores de Palma Sola ficaram sabendo da trágica ocorrência envolvendo Pedro, a terceira morte de uma mesma família em menos de 6 meses. Numa missa, oferecida por seu antigo patrão a seus pais, seu Valdivino avistou uma pessoa familiar ao lado do altar, na hora da consagração da Hóstia Era Pedro, maltrapilho, com a face cadavérica e cabelos desgrenhados. Logo, notou a presença de seu Marco, pai de Pedro, ao lado desse, caído, com o pescoço arroxeado.

Pedro pediu, encarecidamente:

 - Rezem por minha mãe, que ainda sofre pelo cão sarnento que a matou, pois que por ele já há quem o vele. Os homens que dele cuidam não desejam orações nem sinais-da-cruz.

Num súbito lampejo, percebeu que Marco não se enforcou sem ajuda. Pedro mostrou aos olhos perplexos de seu Valdivino o que acontecera. A cinta que Marco usou pra se enforcar era sua, mas estava sendo usada por engano por Pedro naquele dia. Pedro apareceu na delegacia para pronunciar as últimas pragas contra Marco. Num gesto de ira santa, Pedro esticou a cinta de seu pai, que ele usava, para dar a surra que nunca teve coragem de lhe aplicar. Num arrombo de remorso, Marco pediu para morrer e pegou, sem  que Pedro resistisse, a cinta da mão de seu filho, a quem costumava apelidar de diabo. Amarrou a cinta na grade da janela, alta que era e, sem que Pedro quisesse evitar e ainda com um olhar frio,  se dependurou para a morte, sendo seu próprio juiz, seu carrasco e o condenado. Em segundos, o corpo do pai de Pedro pendia, sem vida, na parede da prisão. Quando deu por si, Pedro saiu do corredor das celas, duas apenas, e deixou a chave da cela com Sílvio, sobrinho de sua mãe, o qual jurara que nunca havia  visto Pedro na delegacia. Pedro saiu pelos fundos da delegacia, pulou o muro de trás e desapareceu pelo mato, em direção à sua casa, para destruir de vez o templo do terror onde vivera sua vida, e morrera um pouco de si, ao ver a mãe ensanguentada no soalho da casa.

Hoje, reza a tradição da geração passada, que mulheres da região oeste de Santa Catarina ainda chamam Pedro quando estão sendo espancadas por seus maridos para lhes salvar. Agora, Pedro Boaventura é invocado como Pedro da Cinta. Dizem vê-lo nas noites de São Joaão, a estalar sua cinta marrom, atrás de homens cruéis para castigar, pois como ouvira um dia Pedro, ...

O importante é estar a caminho!!



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(*) Boaventura - sobrenome fictício.

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Créditos: Ebrael Shaddai

"Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência."

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28 de outubro de 2009

Fernando Mendes Campos e o Folclore de Deus.

Há amigos meus, no diHiTT e fora dele, que me fazem elogios por minha forma de escrever. Me perguntou uma amiga, por esse dias, comentando as Memórias, como eu conseguia escrever do jeito que escrevo, qual seria o segredo por detrás da escrita enfática e emotiva que desenvolvo. Responderia, agora, de uma só vez: é tudo por culpa de Fenando Mendes Campos!! Ele é o escritor de crônicas que mais impressionou meu filme da mente.

Eles escrevia com a alma sim, sem os dedos. Bastava que seus olhos da mente focalizassem uma lembrança sua, ou qualquer idéia distante, fosse qual fosse, e o papel pegava fogo. Ele me encantava e me apaixonava, e muito mais agora, pelo jeito meio indefinido de pesar o que ele compunha. Conseguia impor uma tal dramaticidade mista de humor e poesia, e isso deixava tudo mais leve. Foi aí que eu comecei a entender o que minhas professoras de Português diziam ser a tal Prosa Poética, a alquimia última de um grande escritor, pelo menos na minha percepção.

Vou reproduzir aqui uma de suas crônicas, a que eu mais amo, absolutamente poética, filosófica e vital:



Folclore de Deus


Para Deus, tudo dos homens é o mesmo folclore: o cego Deraldo e Goethe, o inventor da roda e Einstein, Vitalino, de Caruaru, e Rodin, a Saudade de Ouro Preto e a Heróica; Lampião e Napoleão são rimas aos ouvidos de Deus.

O sabugo de milho vira foguete nas mãos do menino, mas o foguete vira sabugo nas mãos transespaciais de Deus.

Para Deus, tudo dos homens é a mesma simplicidade: 

Paulo corre atrás da bola; Eva Curie viu a ave; vovô Freud viu o ovo. 
Deus acha graça em todos os elementos.


Há doenças dispendiosas que se tratam anos a fio em hospitais suntuosos; há homens fortes que (só) carregam nos estádios o secreto câncer de viver; mas para Deus todas as doenças são dores de cabeça.

Para Deus, todos os homens são pobres: mendigos das esquinas de Wall Street, indigentes dos cartéis de aço, flagelados dos subterrâneos petrolíferos; mas Deus prefere os pobres sinceros, e os faz invisíveis.

Deus é o único hipnotizador: crescei e multiplicai-vos. 

E os homens inventam passagens sobre e sob o rio, semânticas, paixões assassinas; de mãos cruzadas o olhos estarrecidos, a gente acorda.

Deus é a moeda clandestina em um país estrangeiro: pobres de nós se confundimos a sua efígie de ouro de lei com o perfil niquelado de César.

Para Deus, todos nós somos loucos metidos em camisas de onze varas: sobre os ombros do paciente ele corteja os graus da certeza neurótica do analista.

O que seguras em tua mão é aquilo que te prende; o que possuis é aquilo que te priva; mas Deus diz: bebe a água sem bebê-la; anda por toda a parte sem ir a parte alguma.

Na semente, Deus é a árvore; na árvore, Deus é a semente.

Onde a palavra começa, a palavra acaba, e aí está Deus.

Para Deus, todos os homens levam nos bolsos objetos escondidos: selos antigos, uma esfera de aço, um anzol enferrujado, um canivete sem folha; por isso é preciso, de pena de nós mesmos, fazer força para não chorar. 

Pois todo menino enterra seu tesouro.

Deus é a luz, e assim a energia é a matéria multiplicada pelo quadrado da velocidade de Deus.

Deus dá nozes a quem tem dentes: ao funâmbulo estende as cordas; o sofrimento, Deus dá a quem tem alma; a alegria, essa Deus a reservou a quem não tem nada.

Deus é o grande madrugador: ele estava de pé entre folhagens portentosas na aurora do mundo; e ele andava em ti enquanto dormias.

Mas Deus é também o grande boêmio: ele passou por tua noite quando bebias teu penúltimo copo de vinho; talvez não o viste, mas todos os teus sentidos se alertaram, e bebeste um gole inquieto e enxugaste o teus lábios com o dorso da mão e sentiste saudade de tua casa.

Deus é a chave de ouro do poema; mas as outras 13 chaves pendem de teu chaveiro; e os metais de tuas chaves abrem aposentos de frustração, onde não te encontras.

Deus é o guardião, a zaga, o meio apoiador, o ponta-de-lança e o entendimento misterioso entre as linhas; o ferrolho não prevalecerá contra ele; por isso as multidões vibram com seu virtuosismo.

Para ele, o homem primitivo será o último homem, e o primeiro homem foi o único sábio. 

Sendo o centro do círculo, todos os pontos que formam o tempo são eqüidistantes de Deus.


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26 de outubro de 2009

Dois Pontos e Uma Linha (para João Batista Cunha)

Essa poesia singela, sem muito brilho nem palavrórios, nasceu de pronto ao ler uma poesia do amigo e irmão de letras, João Batista Cunha. Para ele, com merecimento:






Onde pontuamos um ponto,
Iniciamos um breve conto,
Pelo qual, imberbe, canto,
As alegrias e o acalanto.


Se me tragar o triste pranto,
onde toda minha vida remonto,
Vou dar ao meu lápis desconto,
sem mais pontuar, ponto e tanto!!

25 de outubro de 2009

Seja bem-vindo ao 'Estado Paralelo' do Rio de Janeiro!!

É certo que não moro no Rio de Janeiro, nem mesmo estive alguma vez no Rio, nem de passagem. É certo também que ninguém melhor há para falar do que está acontecendo no Rio do que alguém que lá more.

O Rio está em festa, por um lado. pelas Olimpíadas de 2016. Mas, há muito tempo, semanas e dias seguidos, vive de luto por aqueles inocentes que morrem. ora pelas mãos da Polícia corrupta ora pelas do tráfico. Ficamos perplexos, todo o Brasil, pelas barbaridades que aconteceram na última semana. Fico mais perpelexo ainda por ver estampada no Rio uma realidade que sempre os governantes costumam negar: o Governo do Rio de Janeiro não exerce mais a soberania sobre todo o terrotório carioca.

É isso aí!! Bem-vindos ao recém-proclamado 'Estado Paralelo' do Rio de Janeiro!! Seu território compõem-se de enclaves nas zonas montanhosas urbanas da região metropolitana do Rio, nos moldes das cidades-Estado gregas, autõnomas em relação Às vizinhas, em constante atrito, mas com governadas por forças com interesses em comum.

E que interesses são esses??


  1. O domínio completo e irrestrito dos territórios da periferia carioca;


  2. O monopólio em suas atividades econômicas mais importantes: comércio de entorpecentes (traficantes), roubos e assaltos de grandes cargas, cobrança de altas taxas pela "segurança" que fornecem aos habitantes (milicianos).


  3. Enfrentamento e vitória sobre as forças de resistência do Governo dos territórios em poder do Brasil.









Sim, disse forças de resistência. As Polícias não enfrentam, resistem. Não combatem, se defendem. As zonas controladas pelo tráfico não possuem fronteiras nem barreiras, por isso os traficantes não podem impedir a passagem da Polícia. Mas ações da Polícia são muito tímidas, se considerarmos a ameaça à soberania do Estado sobre essas áreas. Os traficantes agem claramente por técnicas de guerrilha, atacando, por escaramuças. e se escondendo. Sem contar que, em muitas comunidades, os traficantes, pela falta da presença do Estado (e portanto, de seu domínio), são aclamados como verdadeiros "padrinhos" e salvadores da pátria, provendo saúde, remédios, ajuda financeira, "trabalho e emprego".

O Governo, de fato, não manda nessas áreas. Desconfio, olhando de fora, que os políticos negociam com os traficantes para que não espalhem mais ainda o terror por todo o Rio, a troco de não atrapalharem seus negócios. Tenho a impressão de que, se os traficantes quisessem, poderiam atacar muitas áreas do Rio sem que a Polícia pudesse sustentar uma reação consistente, ou pela má-vontade de políticos corruptos e/ou coniventes, ou pelo total despreparo da Poícia, evidenciada nos últimos dias, para lidar com situações de tensão e caos social. Não é novidade pra ninguém que o aparato policial, pela corrupção ou pelo sucateamento, não tem condições de resistir a um ataque articulado dos traficantes, com ordens emitidas, inclusive, de dentro das cadeias, que chamo de colônia de férias de gente da laia de Fernandinho Beiramar e Marcola.

É, realmente, muito triste a situação deplorável que vive a cidade do Rio de Janeiro. Rio, com toda uma mística, umatônica diferente, centro das atenções e das admirações de todo o mundo, ora para festejar e se encantar, ora pra lamentar e chorar... chorar os mortos, os vivos que choram mortos, a situação dos que ainda vão nascer em meio a essa guerra.

Choro por esse Rio de samba e de pólvora, por esse Rio de lágrimas, tantas vezes palco de revoluções, de espasmos culturais, berço de estrelas, capital do Brasil por séculos, e agora capital do deboche de criminosos miseráveis, e que deu nascimento a uma escória de bandidos da pior laia.

Se o Brasil chora, eu também!!

Força e ânimo a todo o Povo Carioca!!

Abraços fraternais de Ebrael Shaddai.


Infelizmente, como está, só nos resta uma solução!! E acho que a maioria das pessoas não concordará comigo, e até eu não gosto da idéia. Mas a Polícia, esta que está aí, está longe, muito longe de estirpar os traficantes do mapa. Só uma intervenção e sítio das Forças Armadas para expulsar e purgar o Rio dos traficantes.

E depois disso, é claro, a ocupação pelo Estado e cumprimento de seus atributos constitucionais: provimento de educação, saúde, habitação, saneamento básuco e segurança efetiva!!

Somente o Exército falaria a língua dessa gente maldita dos traficantes!!

Enquanto isso continua a ser uma utopia, seguimos assistindo o Rio sendo tomado em um grande assalto, de proporções metropolitanas. E os reféns são milhões de pessoas, de seres humanos, mães, filhos, jovens, idosos, trabalhadores.

18 de outubro de 2009

A repressão ao instinto sexual e suas consequências

Aproveitando para dar boas-vindas à Joici Cristina Cruz, do blog As Peripécias do Mundo, como minha parceira na construção das Memórias de Ebrael, vou falar sobre um assunto sobre o qual falamos em uma de nossas primeiras conversas: a repressão aos instintos sexuais e suas implicações na vida das pessoas. Foi boa a nossa conversa; a Joici é psicóloga, e eu, um pensador leigo, metido a filósofo de ocasião...rsrsrsrs.

Freud alegava que boa parte dos transtornos mentais da idade adulta têm origem em distúrbios sexuais, e, ainda, que um parcela significativa, são oriundas na infância e/ou adolescência. Ontem, li um artigo no blog da Fátima Jacinto, onde ela dissertava sobre as máscaras da personalidade, assumidas pelos adultos, e com início na infância. Segundo ela, para que não sofra rejeição e receba o amor esperado de seus pais, a criança tende a mascarar sua vulnerabilidade através de um comportamento que seja "razoável" àqueles de quem espera proteção e aprovação. Isso implica que, no caso de um comportamento, que na infância é despido de "pecado", mas não aos olhos dos adultos, a criança prefira esconder suas inclinações, sejam elas de qual ordem for, através de uma postura "aceitável", porém de renúncia de seus instintos (não só o sexual). Então, a repressão, o abafamento dos instintos sexuais, ainda que em estado incipiente, se originaria na infância.

Eu concordo com a Joici, quando ela diz que Freud não deveria levar tudo a ferro e fogo. Acho, como ela, que nem todos os problemas mentais têm fundo sexual. Mas, afirmo que o instinto sexual é a força mais poderosa da psique humana, mais até do que o instinto de sobrevivência. O instinto de sobrevivência nos arrebata igualmente como o sexual, porém o sexual vai mais além. No afã e no delírio do desejo sexual, não nos importaríamos de morrermos ali, se nos fosse possível escolher.

Em uma situação de perigo de vida ou aniquilação, ainda que a coragem seja um vetor poderoso para que tentemos até o fim nos salvarmos, nos vem a tristeza. É a tristeza de saber que somos essencialmente egoístas, e que faríamos qualquer coisa para nos salvar, mas não para salvar o outro. Pelo menos, nem sempre. No instinto de sobrevivência não há o Amor, pois que o Amor exige a transcendência do medo, e isso implica em uma renúncia suprema e última do que é seu pelo que é do outro. No ato sexual (não o simplista ato de copular, mas o desejo de perpetuação), nos agregamos tanto ao outro corpo, e o desejo de nos fundirmos no Amor é tão gritante, que morreríamos felizes, sem remorsos, se esse fosse o preço de uma união completa dos corpos e das almas envolvidos. Esse é o gozo, o prazer, e ao mesmo tempo a tristeza, pois vemos que não morremos naquela hora, e que viveremos novamente a separação dos corpos sem que o objetivo de união fosse completado.

O instinto sexual é basicamente "natural". O que quero dizer que independe de nossa vontade. Ele está presente como potência do corpo material do qual nossa alma se reveste. Ele é o animal que nos estimula, inconscientemente, a nos perpetuar e livremente nos dissolvermos no outro corpo. É a procriação (diferente do conceito católico), que busca criar incessantemente, sem contudo nos exigir a geração de outro corpo, ainda que isso pudesse ser "natural". Dizemos fazer sexo por prazer simplesmente porque temos consciência dessas sensações. Podemos descrevê-las, e disso gerar mais prazer.





Não se pode renegar que vivemos em um corpo animal. Não se pode negligenciar e deixar de cuidar desse corpo animal, impunemente, sem sofrer as repreensões e revoltas desse mesmo corpo, dessa mesma força. Não se trata aqui de apologia à liberação sexual, ou então, libertinagem ou estímulo à orgia. Mas a auto-determinação e a liberdade de opção em termos de sexualidade é fundamental para que um ser humano caminhe seguro pela vida. Um ser humano seguro é aquele que consegue viver harmoniosamente no mundo, e transitar livremente entre seu corpo e sua mente sem conflitos nuito graves.

A repressão, por parte dos pais, das religiões e da sociedade, em forma de tabus e estereótipos, aos instintos de uma pessoa, assim como o é com suas crenças mais íntimas, é uma violência terrível, tanto quanto o é o medo da morte e da fome. A personalidade verdadeira da pessoa vai afundando, mais e mais, para um fosso remoto da mente, ficando camuflada por máscaras que satisfaçam as vontades alheias. Esse é, portanto, um ser humano escravo das circunstâncias. No dia em que essa máscara de convenções e atitudes superficiais se desfaz, irrompe, furiosa, a fera aprisionada, que exige liberdade, e devolve em excessos, ainda mais crassos, as opressões que o mundo lhe impôs.

Num próximo post, devo falar sobre os arrombos explosivos do instinto sexual e o que podem provocar na personalidade das pessoas.

16 de outubro de 2009

Meu Anjo da Guarda é como uma pedra preciosa!!

Minha vida, mesmo entremeada de tantas poesias, não tem sido fácil. Não que seja mais difícil que a do restante do mundo, até porque acho que não saio bem no filme pendurado numa cruz. Mas como sempre, quando temos dúvidas em relação ao nosso futuro, são nossos problemas que aparecem, primeiramente, no jornal de nossa vida todas as manhãs, então está sendo 'soda' mesmo!!

Já encontrei pessoas ruins e desagradáveis pela vida, que me fizeram sofrer e me causaram muitos dissabores. Claro, pedras no caminho!! Coisas do destino!! Mas há sempre outras pedras pelo caminho, igualmente, pelas quais, às vezes, passamos sem percebê-las em sua beleza. Mesmo sem que notemos e demos o devido o valor a elas, abrilhantam e embelezam nosso caminho, tornando menos rude e violenta a visão da estrada empoeirada, e desfazendo, como cristais, as nossas cegueriras e ilusões.

Estou passando por uma situação pessoal muito delicada. Implica, inclusive, riscos à minha estabilidade pessoal e espiritual. Qual não foi minha surpresa quando percebi que uma das pedras no meu caminho tinha uma rara beleza e um brilho diferente, o qual, por algum tempo, não havia apreciado em todo o seu esplendor!! Falo de uma pedra rara, preciosa. Falo de um Anjo de Guarda, a qual algumas pessoas adoram, outras invejam, mas ninguém deixa de a notar por todos os lugares onde concede sua graça.

O nome desse meu Anjo da Guarda é como o de uma pedra rara, de uma gema esplendorosa: Gemária. Gemária Sampaio. Foi no blog dela que conheci sua doçura, sua autenticidade como pessoa e seu orgulho em ser mulher, e mulher de verdade. Para ela não me canso de fazer poesias. Não só aos Amores devemos cantar, mas às Amizades verdadeiras, como ela se tornou, que também suscitam grandes pérolas. Eis mais uma:





Anjo-Ametista

Qual não é a surpresa do iludido poeta
Quando um anjo, com feição quieta,
Num arrombo de esplendor precioso,
Lhe arranca do entorpecimento ocioso!!

Qual não é sua perplexidade, ainda mais vã,
Quando vê que anjos não voam, lhe sobrevoam,
Que em trincos de ametista, calmos, entoam
A Verdade, como mantra, para tornar a alma sã.

Meu Anjo tem nome inaudito, de gema rara,
Meu Anjo vibra no tom violeta da ametista;
Ela se veste de Luz, mais que a seda, clara.

Da gema nobre, a fez Gemária o Artista,
O Grande Arquiteto, o Mago e Equilibrista,
Minha Amiga, de todas, a que eu mais amara.

12 de outubro de 2009

Sou Criança!! Não quero ficar velho por dentro!!

Hoje não quero filosofar como um adulto polido e modelado. Hoje eu quero pensar e falar com a Criança que renasce a cada manhã e que vê o novo dia como se fosse sua nova vida. Apenas temos a ilusão de que tudo está como na noite anterior, sem noção da passagem do Tempo, como se estivéssemos em um longo inverno polar. Assim, para muitos de nós, as nossasmanhãs continuam sombrias e pesadas, e a vida demuitos é uma eterna Noite Escura, depois da qual não háesperança de um novo alvorecer.

Esse é o sintoma primário de que nossa alma está se carcomendo com os paranhos e miasmas das frustrações e ilusões, como que ossos atrofiados sem a luz do Sol, sem movimentos.

A infância é isso: é sempre ter esperança que poderemos brincar na rua e nas poças de água, depois de passadas as tempestades. É nunca ver cada dia como se fosse igual aos anteriores. É sempre esperar um presente diferente da Vida, mesmo que esses presentes tragam as dificuldades de lidarmos com eles, com cada um deles, de forma diferente.




Não quero ficar velho por dentro. Não é meu corpo que não quero que fique desgastado e velho, mas minha alma. Há crianças, que quando ficam adolescentes, já apresentam um estado de estagnação e rabugice quase incorrigível. Há idosos, por outro lado, que fazem tudo a que a Vida lhes dá oportunidade que façam.

Acho que aferimos a idade de alguém não pelo estado do corpo físico. É pelo olhar, pelos atos e pelos sentimentos, pelo grau e intensidade de esperança que cada um é capaz de levar em seu coração. E esperança é ter paz, mesmo que combatendo, certeza de estarmos a caminho, embora quase nunca saibamos onde vamos parar. E a isso, eu chamo...





Semente do Amor!!

A criança, então, naturalmente, é o fruto do Amor!!



***Feliz Dia das Crianças!!***

9 de outubro de 2009

Flagrante da truculência policial em Santa Catarina.

Os leitores que acompanharem este artigo já deverão estar até "acostumados" com o que verão: uma truculenta invasão de domicílio, sem ordem judicial; agressão a menores de idade, espancamento, humilhação e danos morais, abuso de autoridade. Poderia listar durante toda a noite as irregularidades cometidas por esses "animais". Espero que não se ofendam. Animais, nesse caso, é um elogio.

Tudo aconteceu na cidade de Timbó, próxima a Blumenau, estado de Santa Catarina, em 27 de setembro último. Atendendo a um pedido de averiguação de vizinhos da casa desses menores, policiais militares invadiram, sem mandado, a casa, Depois de averiguação devida, sem encontrar, os menores presentes foram covardemente espancados. Uma câmera escondida, posicionada pelos menores, filmou a ação.

Esse vídeo caiu na Internet, antes de ser entregue à Polícia Civil. A Polícia Militar se pronunciou, reconhecendo o uso desproporcional de força (covardia), prometendo a abertura de sindicância administrativa, mas alegou que a filmagem foi proposital, por uma situação armada. Que bom que foi assim!! Os menores não estavam, de verdade, na bagunça, e serviu para mostrar o que na prática acontece todos os dias em nossas cidades. Não respeitam a Constituição, esquecem-se dos direitos básicos que ela nos garante, esquecem-se que falam com brasileiros e que pagamos os seus salários com nossos impostos. Ou na rua, nas blitzes, no combate ao "crime", é sempre a mesma Polícia. Salvo poucas exceções de policiais dignos, a maioria é de calhordas e covardes.





Eles batem em quem eles querem, pessoas honestas ou bandidos, mas é da preferência deles bater em inocentes e desarmados. Quero ver um animal desses subir um morro carioca e cantar de machão!!

Os acusados não foram afastados. Pelo contrário: estão gozando da nossa cara, em funções administrativas (a maioria não tem o mínimo de educação e habilidade, além da brutalidade) em alguma guarnição ou batalhão da PM. Impunidade é a tônica da Polícia Militar no Brasil, herança da época de ditadura, pois a PM nada mais é que um fantasma mal-regenerado dos milicos do AI-5.

Pelegos!! Bando de vadios e vagabundos!! Cães sarnentos da ditadura é o que são!! Isso aí é só uma mostra. E o povo da periferia das grandes cidades, que não dispõem de câmera ou gravador, e que sofrem coação das milícias e esqudrões da morte?? Como ficam??

Não confio na polícia nem em bandidos salvadores!! Entrego minha vida nas mãos de Deus!!

7 de outubro de 2009

Versos Supremos (para Gê Sampaio)




Para Gemária Sampaio, que me inspirou, em um de seus posts, esses...


Versos Supremos


A partir deste momento, alma minha,
As letras de tua vida se desgrudam
Da tênue folha, da vã e pálida linha,
Onde os verbos em sons puros se mudam.

A partir deste ponto, não serás ponto;
De agora em diante, serás mais um conto;
De poesia encarnada, a vida então te exime
De escrever, obra posta, és agora sublime.

Vôe com os mantras do coração, satisfeito;
Beba da velha bica o último bom vinho.
Tome da mesa eterna de Luz, o teu leito.

Que o velho véu da mente, como pergaminho,
Se desenrole ante ti, mas sem desalinho,
Para o último verso, epílogo, em meu peito.

5 de outubro de 2009

Recebi esses selos e compartilho com todos os amigos!!


Recebi várias indicações de amigos de fé na Blogosfera e no diHiTT, nos últimos dias, lembrando-se desse blogueiro amador e de língua solta (em todos os sentidos, é claro!!). Vim aqui agradecer a todos que se lembraram de mim por esses dias e compartilhar minha alegria de ter amigos e companheiros de jornada tão afáveis. Pode parecer rasgação de seda sem muito fundamento, mas todos, indistintamente, contribuem com seus comentários e até com seus próprios posts para que novas idéias e reflexões venham à minha mente e se transformem em novas Memórias. É a mais pura verdade!!

Saber que há pessoas que empenham alguns minutos de seu tempo em prestar uma palavra amiga e carinhosa por alguém que conhecem apenas pelo que este escreve, às vezes de tão longe. A eles/elas, a minha alegria,o meu agradecimento!! A todos eles e elas, o meu carinho e o meu abraço!!


Prêmio Dardos:






Este é o "Prêmio Dardos" que dá a cada blogueiro reconhecimento de seu valor,
esforço, ajuda, transmissão de conhecimento todos os dias.
Agradeço, de todo o coração, aos amigos que me indicaram:




  1. Deusa, d'O Mundo de A a Z;
  2. Rosana Madjarof, do Pedacinho do Céu;
  3. Ju Ramires, das Inspirações Humanas;
  4. Pastor Altemar, do blog Cristo e Família.
  5. Lúcia S. Silva (eletricteen), do Electric Teen.


Regra:



1. Você terá que aceitar e colocar em seu blog, juntamente;
2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio.

E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação. 




Meus eleitos são:






Selo "Este Blog É Um Sonho":


Concedido pelas amigas Rosana Madjarof, Dani Lunita e Márcia Canedo. Obrigado, minhas queridas!! Vocês sempre estarão no meu coração inquieto.


Selo Este Blog É Um sonho




1. Exibir a imagem e publicar as regras;

2. Colocar no seu post o nome e o linck do blogger que te presenteou (no início do post);

3. Responder se usa os produtos Natura e quais os seus preferidos;

4. Por último, indique 10 blogs de amigos que você deseja presentear com este lindo selo.




Natura:


Como todos os homens que usam ou já usaram produtos da Natura, eu adoro Kaiak.




Meus Indicados são:



Regras:

Pela Paz e Não-Violência: Guerra e Paz.

Como primeiro post temático desta campanha, quero abordar alguns aspectos sobre o significado dos antônimos Guerra e Paz em nossas sociedades.


Para começar, demos uma olhada em alguns dados:


Há hoje, no mundo, 30 guerras ou conflitos em andamento. É o maior número desde os anos 90, que foi uma das piores décadas recentes. Nos últimos anos, a tendência de queda deu lugar a um salto que se estabilizou nos atuais 30. Grande parte da culpa está com os Estados Unidos, responsáveis pelas guerras mais "midiáticas", a do Afeganistão e a do Iraque. Mas há outras, várias outras. A pior região do planeta não é o Oriente Médio, que leva a fama, mas a África, que não desperta tanto interesse.Os cálculos são do Departamento de Pesquisa de Conflitos e Paz da Universidade de Uppsala, na Suécia, autor do relatório "Estados em Conflitos Armados". 
http://basedelinks.blogspot.com/2008/05/guerras-pelo-mundo.html



Acampamento de refugiados no Darfur (Sudão).

Hoje são 20 milhões de refugiados de guerra, vivendo em condições precárias de saúde, estadia, segurança e dignidade, longe de seu país e de suas raízes. É um êxodo forçado, não por causas econômicas, mas pelo terror de morrerem a qualquer momento e não verem seus filhos crescerem. Isso sem contar que dependem de ajuda (esmola) internacional, sem poderem tirar seu sustento do próprio suor e trabalho.

O Brasil conta com 4.131 refugiados de 72 países, em sua maioria africanos - revelou um relatório oficial apresentado por ocasião do Dia Mundial do Refugiado. O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) afirmou que 67% das pessoas que ganharam esse status no Brasil são africanas, com 42% do total de nacionalidade angolana (1.735 pessoas), já que Angola por 27 anos deplorou e sofreu por uma guerra civil onde milhões de angolanos morreram.
http://www.soi.com.br/node/37


Os filósofos da antiguidade usavam de um artifício de raciocínio (nada científico, mas que para mim faz todo sentido), a analogia entre realidades semelhantes em níveis diferentes. Por exemplo, a semelhança do esquema do sistema solar com o esquema do átomo, com o núcleo (o Sol), os próotons (a força gravitacional do Sol), os elétrons (os planetas em suas órbitas) e os nêutrons (a força que mantinha os planetas em suas órbitas, sem serem engolidos pelo Sol nem fugirem para fora do sistema). 


Eles se utilizavam disso para explicar as coisas que aconteciam ao seu redor, pois para os filósofos "o que está acima é como o que está abaixo" e vice-versa. Pensemos: o mundo em guerras frequentes se parece muito com uma de nossas típicas famílias em discórdia. E quantas de nossas famílias não vivem assim, em guerras diárias?? Se parece conosco também, em nossas picuinhas e mesquinharias, em nossas brigas egoístas, em nossas reinvidicações inúteis, muitas vezes sem razão!! 


O mundo em guerras constantes é um reflexo do homem moderno, mais e mais em conflitos consigo e com o vizinho. Parece redundante dizer que, a despeito da gravidade das guerras internacionais, os conflitos pessoais podem resultar mais trágicos a cada um de nós do que as chacinas de estrangeiros e mulheres "adúlteras" no Afeganistão. 


Aquele resto de comida que o cachorro do vizinho traz pra comer em nosso terreno pode ser um motivo fútil para detonar uma guerra com facas e armas de fogo entre famílias!! Parece surreal, mas muitas vezes criticamos a estupidez de guerras religiosas e metemos o pau porque fulano de tal, da religião tal, faz coisa tal em tal horário... Assim lá e aqui também, dentro como é fora!! Toma lá, dá cá!!


A única e primeiríssima forma de contribuirmos para a Paz Mundial, se é que realmente a desejamos do fundo do coração, é aquietando nosso coração, alimentando nobres ideais, afastando-nos das rodas dos maledicentes, negociando e sendo embaixadores da Paz, primeiramente dentro de nosso próprio Ser, e daí por diante no mundo ao nosso redor. A Paz, como a Guerra, deve ser uma reação em cadeia. Oxalá cada um de nós fosse um elo forte dessa corrente!!







Parceiros e Blogs participantes (lista atualizada diariamente):






Oração pela Paz Mundial


O infinito amor de Deus flui para o meu interior
e em mim resplandece a luz espiritual do Amor.
Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra
e preenche o coração de todas as pessoas
com o espírito de Amor, Paz, Ordem
e convergência para o centro.

Masaharu Taniguchi - Seicho-No-Ie



http://www.femininoplural.com.br/agua/oracoes/pazmundial.html






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4 de outubro de 2009

De repente, bateu uma saudade de meu pai!!

Eu estava ainda agora fuçando no Youtube por clipes de músicas que eu sempre gostei. Me surgiu à mente a canção Pai, do Fábio Jr., que sempre me emocionou.

O sentimento de saudade e amor aos pais é diferente em nuances do amor às nossas mães, mas não menos marcante. Não está somente no sangue, está na personalidade inteira, no coração. Meu pai está não muito longe daqui, a uns 80 km, mais ou menos, em Balneário Camboriú. Mesmo que estivesse a menos de 1 km, nós sentiríamos saudades de qualquer jeito, pois sentimos saudades não somente da presença no espaço, mas no tempo, nos tempos de infância, nos tempos de abraços mais frequentes, menos formais, inclusive.



A saudade fica mais forte quando percebemos o quanto de nós está contido naquela figura amadurecida pela vida e por suas lições, o quanto de nossos erros e acertos já foram perpetrados por eles, antes mesmo que fôssemos meros espermatozóides e óvulos, o quanto de nosso sorriso, de nossos cacoetes e bordões têm sua origem em cada um de nossos pais...

Há alguns meses apenas que o vi pela última vez, por um pouco mais de uma hora. Estivemos eu, meu pai e meu filho, juntos, por pouco mais de uma hora. Hoje em dia, não esperamos mais por uma bicicleta ou outro presente ansiosamente, mas por um abraço e aquelas palavras que costumávamos escutar deles, até com uma certa indiferença, quando éramos crianças, tais como: "Deus te abençoe, filho", "obedece tua mãe",  "quer fazer um lanche??",  "o pai te ama!!"... coisas essas que hoje repito a meu filho!!

A poesia que compus no último dia dos Pais, não a fiz pensando só em meu filho, mas no que meu pai diria sobre os Pais:
Ser Pai...
É conduzir com segurança, ainda que encima de uma corda-bamba.
É ser corajoso, ainda que o coração espasme de medo.
É a palavra de autoridade, falada ao ouvido, ecoando no coração durante décadas, tal como um dogma.

Vou dormir tranquilo agora, pois que a lembrança de meu pai é algo que me conforta, me certificando que, apesar das minhas mazelas, sou capaz, e muito, de carregar amor no coração, e manter vivas as Memórias que fazem as pessoas realmente felizes: as da família!!





Pai (Fábio Jr.)

Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais,
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez...
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses vinte ou trinta,
Longos anos em busca de paz....
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e nao vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você!!
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz tá tão presa.
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver.
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu.
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só reencostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho,
No tapete da sala de estar.
Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo.
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho

Que hoje eu sigo em paz!!

3 de outubro de 2009

Blogagem - Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência.

Hoje, me pararam na rua, quando estava a caminho do ônibus para o trabalho. Era um pessoal com a cara pintada, bradando alto pela "Paz e Não-Violência", e conclamando aos que passavam para que se reunissem para uma oração pela Paz Mundial. Fui saber, depois de terminada a oração, que eles faziam parte de um movimento chamado Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência, que prega alternativas de conscientização pela Paz e pressão internacional sobre os Governos para que renunciem às guerras como forma de resolução de conflitos.

Me convidaram, sabendo que eu tenho um blog, para apoiar a campanha voluntariamente e espalhar notícias sobre a Marcha e propagá-la aos amigos e leitores, aproveitando, assim, para espalhar mensagens de amor, de compreensão e alternativas para a Paz Mundial.

A Marcha Mundial é uma iniciativa do Mundo sem Guerras, organização internacional ativa há 15 anos. A Marcha é um conjunto de iniciativas de pessoas, organizações, instituições de todos os continentes que querem ser protagonistas e ativos na mudança da situação global de violência que vivemos hoje.



Hoje, dia 2 de Outubro de 2009 (Aniversário de Mahatma Gandhi e Dia Internacional da Não-Violência), uma equipe de 100 pessoas de vários países sairá da Nova Zelândia e, durante 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades dos 5 continentes, findando em 2 de Janeiro de 2010, em Punta de Vacas, na Argentina. Enquanto essa equipe faz esse trajeto, milhares e milhares de ações ocorrerão pelo mundo afora. Para conferir a agenda da Marcha pelas cidades do Brasil, clique aqui!!


Objetivos:

  • Denunciar o risco que corremos de um conflito nuclear, que além de estarem com as granndes potências, também pode estar em mãos de terroristas e mafiosos;
  • Pressionar os governos, por meio da pressão da opinião pública internacional, para que renunciem Às guerras, definitivamente;
  • Evidenciar outras formas de violência (econômica, racial, sexual, religiosa, etc.);
  • Criar uma consciência global da necessidade de uma verdadeira paz e repúdio de todas as formas de violência.

Como podemos ajudar??

Estou criando, a partir desse post, uma Blogagem Coletiva, para que todos, em uma data marcada todo mês, até o dia 2 de janeiro de 2010 (posterior ao Dia Mundial da Paz), postem textos de sua autoria, relacionados com temas relacionados mais abaixo, com o combate da violência e pregação da Paz na Terra!!

Imaginem como nossos filhos ficariam orgulhosos de nós todos, independentemente dos resultados práticos, de termos participado ativamente de uam inciativa em nossos blogs pela Paz no Mundo e a erradicação das guerras e toda forma de violência!!


 Proponho:
  1. Que cada um, de acordo com suas possibilidades e BOA VONTADE, poste com o título "Pela Paz e Não-Violência - e o Título de seu post".
  2. Agenda de Postagem: 3 a 5 de outubro de 2009 - Tema: Guerra e Paz;
  3. Agenda de Postagem: 1 a 3 de novembro de 2009 - Tema: Violência Urbana;
  4. Agenda de Postagem: 4 a 6 de dezembro de 2009 - Tema: Paz na Família e Paz no Mundo;
  5. Agenda de Postagem: 2 a 4 de janeiro de 2010 - Tema: Todos juntos podemos Mudar o Mundo.
  6. Os participantes têm autonomia para escrever textos de acordo com seu próprio estilo, podendo escrever poesias, dissertações, críticas, textos informativos, etc, podendo cada um remeter a qualquer fonte de pesqusa.
  7. Abaixo, segue o código do Banner da campanha (para os posts, em tamanho grande, e para a menu lateral, pequeno), links do website da Marcha Mundial e o link para esse post, que servirá para que cada um dos amigos dos amigos de outros amigos acessem e saibam como participar também. Recomendem à família, aos amigos, por e-mail e nas redes sociais de cada um, além de blogs de outros amigos.
Quero acrescentar que divulgarei os links de todos os blogs que confirmarem sua participação. Podem mandar os links de seus blogs ou posts, se estiverem publicados, para o meu e-mail, ou se forem usuários do diHitt, deixem-me um recado.

Parceiros e Blogs participantes (lista atualizada diariamente):





Banners da Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência:

320 x 160 px:
BannerFans.com




150 x 300 px:
BannerFans.com



Links para esta postagem: http://memoriasdeebrael.blogspot.com/2009/10/blogagem-marcha-mundial-pela-paz-e-nao.html

Links da Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência: http://marchamundial.org.br/

2 de outubro de 2009

Violência contra animais: Seres abjetos praticam tiro ao alvo em cadela!!

Isso aconteceu há alguns dias, mas ainda dá o que falar em meu local de trabalho. Não havia postado ainda, pois ando muito cansado. Acredito, que só com a sexta-feira, o cansaço diminui, principalmente o estresse causado por notícias como  a seguinte:


Foto: Daniel Conzi


A Secretaria de Justiça e Cidadania de Santa Catarina retirou o porte de arma de dois agentes prisionais acusados de terem praticado tiro ao alvo com uma cadela vira-lata. Eles estão respondendo a uma sindicância e a um inquérito policial. Dependendo do resultado das investigações, os agentes podem até perder o emprego.
Os processos vão indicar se os dois utilizaram munição, armamento e veículo do Estado e se praticaram o crime durante o expediente. Ambos atuam na Penitenciária de São Pedro de Alcântara (32 km de Florianópolis). Os nomes dos agentes não foram divulgados.
O animal vivia nos arredores da unidade prisional e era alimentado por funcionárias. Os próprios colegas denunciaram o caso à administração. Segundo o relato, eles teriam colocado a cadela em um carro oficial e a levado a um local distante, para realizar os disparos. "Isso envergonha, mas sabemos que é um caso isolado", diz o diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina (Deap), Hudson Queiroz.
(..)
Apesar das quatro perfurações no corpo em razão dos tiros, a cadela sobreviveu. Depois de passar a noite agonizando, Pituca, como é chamada, foi levada a uma clínica e sofreu cirurgia. "Ela tinha choque hemorrágico, estava debilitada. Foi feita uma transfusão e ela permaneceu quatro horas na mesa de operação", explica o veterinário Marcelo Flicki, apostando na recuperação do animal, que já consegue ficar sobre as quatro patas e se alimenta quase normalmente. 

Eu fiquei pensando: meu Deus, quanta bestialidade!! Seres "dotados" de inteligência, agindo dessa maneira!! Fiquei chocado!! Agentes, ditos da "Lei", praticando violências contra seres indefesos!! Que belo exemplo para a sociedade!! Me espanta a forma "cuidadosa" de selecionar e aprovar os portes de arma para elementos assim, tão repulsivos e asquerosos.

Eles perderam o porte de arma...e daí?? Foram presos?? Vão perder os postos?? Nada aconteceu, e a Justiça vai correr lentamente, até que aconteça algo mais chocante e a população esqueça. Se todos fossem às portas da Secretaria de Segurança, exigindo a demissão imediata e a expulsão desses desgraçados do quadro de pessoal do funcionalismo, sob pena de quebrarmos aquela merda toda, num instante eles apareceriam com a cabeça desses miseráveis, dessas bestas!! Nem afastados eles foram!! Pelo menos, não há notícias de que isso tenha acontecido. devem estar coçando o saco lá na parte administrativa da penitenciária ou em algum outro lugar onde não falte cafézinho e gente vadia, pois gente vadia é o que não falta no funcionalismo público.

Não me perguntem o que eu faria se tivesse uma única oportunidade de aplicar uma punição a eles!! Mas com certeza, dentes nas bocas deles não sobrariam... quem sabe, como meu avô recomendava, umamega-surra com um estoque farto de varas de marmelo no lombo, seguido de um belo mergulho em um barril de vinagre, álcool e sal!!

Seria o mínimo, para essa corja de vagabundos, agentes da Morte, vadios, que pegaram uma vida para gastar seu tempo sempre ocioso, acabar com o tédio de uma vida medíocre, sem grandes feitos além de estarem mamando nas têtas do meu e do seu dinheiro.


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Fonte:  http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/09/25/ult5772u5481.jhtm