9 de agosto de 2009

Asas de cêra



Desperto, tento raciocinar, então me belisco.

As miragens estão lá?? Me comove o coração.

Tontura nos olhos, fogo na alma, cedo ao risco.

Atração humana pelo sonho me deixou sem chão.


É o que se quer sempre: chegar ao céu,

Paraíso esse da alma e do corpo ao léu.

Como Ícaro vôou, apaixonado pelo calor,

O homem se eleva, sublimado, pelo Amor.


Tão efêmeras as asas de cêra, que se desfazem

No ato de dormir ou acordar, agonia!!

Cair onde os amantes pra sempre jazem,


Onde os amantes lutam por sua fantasia.

Acordar para os sonhos, como a chuva que estia,

Ou sonhar com a vertigem, que as rosas lhes trazem??