20 de maio de 2009

2012: A Profecia Maia para o Fim dessa Era

Muito se tem especulado a respeito do ano de 2012, se será ou não o Fim do Mundo, Juízo Final, chegada de ETs à Terra, etc.

Essa polêmica em torno do ano de 2012 nasceu quando veio à público estudos sobre a Profecia Maia para o fim dessa Era, contida em um documento maia, escrito por um sacerdote chamado de Chalam Balam. Quando os espanhóis conquistaram o México, destruindo tudo por causa do seu ouro e pedras preciosas, queimaram a maior parte dos documentos do povo maia, exceto 4 deles, e entre eles os da tal profecia. Foi conservado na Espanha por bispos católicos, e mais tarde foram parar na cidade alemã de Dresden. Por isso, foi denominado de Códice de Dresden. Hoje está em uma instituição de Londres.


Em destaque, o território Maia.

O povo maia habitava a península de Yucatán (México) e grande parte da Guatemala. parecem ter surgido pelo séc. X a.C. Tinham grande semelhança, culturalmente, com os olmecas, outro povo, mais antigo, da América Central. Foram grandes arquitetos, construindo várias pirâmides. Tinham altos conhecimentos de engenharia (civil, hidráulica e agrícola). Eram experientes matemáticos, tendo usado o zero bem antes dos europeus. Mas se destacaram, principalmente, pelos seus avanços nas áreas de astronomia e padronização do tempo. Até hoje, diz-se que não houve sistema de contagem do tempo (calendários lunar e solar) mais perfeito e preciso que o dos maias.


Calendário Maia

O calendário maia, com ciclo equivalente a um ano solar, era chamado Haab, e tinha 18 meses e 20 dias (mais 5 dias sem nome). Era usado comumente na agricultura e previsões meteorológicas.

Também havia o calendário sagrado, ou Tzolkin, que possuía 13 meses de 20 dias, perfazendo 260 dias. Era utilizado com funções religiosas, como datação de cerimônias e como referência para dar nomes aos recém-nascidos.

Essas duas engrenagens de tempo, como máquinas dentadas, voltava ao seu ponto inicial a cada 52 anos, aproximadamente.


A Profecia do Fim das Eras

A grande importância dada pelos maias à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que Tempo e Espaço, na verdade, trata-se de uma coisa só, e que flui não em forma linear, mas em espiral. O Tempo-Espaço maia é cíclico. Se baseia em ciclos que se repetem eternamente. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral.

Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele.





Para os maias, os ciclos evolutivos solares são representados por 5 períodos de 5.125 anos. Já passamos por 4 deles, e estamos no quinto e último, quando o Sol voltará a se alinhar com o centro da Via-Láctea ou Hunab-Ku (a Grande Mãe Cósmica). E eles eram bem precisos em seus cálculos, pois isso coincide com a provável Precessão dos Equinócios. Então, o Sol alinhado ao Centro da Via-Láctea, receberia dessa um raio sincronizador, que faria sua atividade exceder em muito do que já foi registrado.

Se, por ventura, com a Terra alinhada com o Sol e o centro da galáxia, na data de término do calendário maia, em 21 de Dezembro de 2012, recebesse a mesma Terra uma carga magnética solar(ventos solares) além do que o próprio campo magnético terrestre pudesse suportar, o mesmo se romperia, dando vazão à toda radiação exterior, proveniente do Sol.

Suposto mapa mundi após possível transição e Precessão.


Poderíamos, na melhor das hipóteses, perder todo o sistema de comunicações e energia mundial. Sendo pessimistas...bem, sendo pessimistas, poderíamos antever destruição pelo fogo de florestas, superaquecimento das águas dos oceanos, causando furacões e tempestades nunca vistos. E se a tal Precessão viesse? A tal inversão do eixo terrestre?? Como isso se daria? Sabe-se, que de tempos em tempos, a cada 26 mil anos aproximadamente, o eixo da Terra se inverte. Coincide com a soma das 5 eras dos maias (5 x 5.125 anos). Esses desequilíbrios no campo magnético terrestre é o que precede à Precessão. O campo magnético funciona pelo efeito semelhante ao de um dínamo. O núcleo da Terra é de ferro, envolto em uma camada de magna e ferro fundido em movimento permanente, giratório, o que gera o tal campo eletromagnético terrestre. Se esse campo se enfraquece, é porque o interior também está parando de girar. A crosta somente flutua nesse mar de ferro. Se esse núcleo para, pelo campo magnético fraco, a rotação da Terra também tende a se interromper.

Bem se o núcleo parar, os continentes da crosta terrestre (comparados a cascas de ovos rachados) acabam por se despedaçar, ora afundando, com o leito dos oceanos ressurgindo, lembrando o Dilúvio bíblico e a Atlântida. A Terra pararia, numa simulação, por dois ou três dias, e depois, inverteria os polos, viraria "de cabeça para baixo". O Sol nasceria onde hoje temos o oeste e se poria no Leste. Isso considerando um cenário com a mesma inclinação em relação à elíptica (plano em relação ao Sol, o que determina as estações), aproximadamente de 23°.

Sabe-se que os maias eram experientes astrônomos. Não precisariam provar nada para ninguém, principalmente para os céticos. Mas as profecias maias têm especial semelhança com as predições hindus do fim de Kali-Yuga (Idade do Ferro), prevista também para 2012, assim como encontra eco no recém-descoberto Livro Perdido de Nostradamus.




Será o advento de uma Nova Era? Será o Fim da humanidade?? Estamos preparados para sobreviver a um cataclisma global?? Precisamos nos preparar. Precisamos rever nossos conceitos, nossos valores. Num mundo com tal cenário, o dinheiro não teria qualquer valor. Não haveria o que comprar. Somente os sobreviventes, as pessoas e seus conhecimentos, experiências, fariam a grande diferença.