8 de maio de 2009

Gripe suína... E agora??



Segundo o último boletim da OMS, divulgado nesta quinta, 1.112 casos e 42 mortes
foram registradas no México. Nos Estados Unidos, 896 pessoas foram infectadas e
duas morreram.

Também nesta quinta, a China suspendeu uma quarentena de
sete dias para os passageiros que chegaram a Xangai no mesmo voo que um mexicano
contaminado pelo vírus H1N1.






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Já surgiram tantas gripes, gripes de todos os tipos, gripe canina, gripe aviária (do frango), gripe espanhola, que me pergunto se não´estamos a todo momento num rodízio de doenças, e em que pecamos tanto. A resposta é óbvia. Até as doenças, no mundo atual, tendem a ser globalizadas. No passado, no séc. XIV, a peste negra, matou 1/4 da população européia, tendo os ratos como vetores, mas se tratava de uma região bem delimitada, já que as cidades européias eram, realmente, as mais imundas do mundo até então conhecido.


Vimos doenças como a varíola, cólera, tuberculosa, a AIDS, o vírus Ebola matarem ( e ainda continuam matando) milhões de pessoas mundo afora. Mas parece que o cardápio desse rodízio de doenças não tem fim. A pergunta moderna, das mais comentadas, é sobre qual a próxima doença mortífera que vai nos massacrar.


Vi, nesse último domingo, o senhor ministro da Saúde (saúde?) contestar um médico no programa do Faustão, que disse que o Brasil não teria o mínimo preparo para debelar uma pandemia por gripe suína. Bem, em outros ramos "doentios" do Brasil, como poliomielites, meningites, sarampo, até que o Brasil tem se virado direitinho. Mas até hoje não demos jeito, por bem ou pela força (de que o governo diz que dispõe), de controlar as manifestações de dengue e febre amarela. Não conseguiram ainda dar o mínimo de saneamento básico à população abandonada nos pântanos e favelas desse país. Cansamos de ver todos os dias imagens de crianças peladas, correndo descuidadas pelas vielas dos lixões, no lodo dos esgotos a céu aberto das favelas, no abandono completo.


Às vezes, acho que essas doenças são mesmo manifestações das doenças morais da humanidade, que vitimam as pessoas mais desfavorecidas, e principalmente as crianças, miais frágeis, que têm o azar de nascerem em famílias sem o mínimo preparo e estrutura econômica, em países (como o nosso) sem competência (ou vontade política, se é que podemos ainda associar a palavra vontade com a política), sem sensibilidade para se mobilizar e socorrer aquelas almas perdidas, sem amparo médico mínimo.


A gripe suína, tomara que não, pode vir a se tornar uma grave ameaça (mais uma entre centenas!) às populações sem amparo assistencial e hospitalar. Tanto os ricos como os pobre estariam suscetíveis, pois o vírus não confere a carteira de ninguém, mas o rico ainda tem seu plano de saúde em que se encostar, enquanto o pobre...bem, segundo alguns, o pobre tem mesmo é que se...
O essencial é não se desesperar. Se morrermos hoje ou amanhã, não vão ser os jornais ou o ministro da saúde que vão nos alertar. Devemos estar atentos e nos cuidarmos de acordo com as instruções dos órgãos de defesa contra epidemias. Era esperado mesmo, e acho que ainda o quadro há de se estender, que a tal gripe suína chegasse ao Brasil, pelo tamanho fluxo de pessoas que viajam ao exterior.
Devemos aguardar, mas sem pânico!! De Pânico idiota, já basta o da Rede TV...