Pular para o conteúdo principal

Luz para os meus pés...

No caminho dessa vida, somos viajantes sem parada, digo, quase sempre… Cruzamos com vários companheiros de jornada, com verdes vales, com paisagens inóspitas, despenhadeiros e abismos. Mas, em todos esses lugares é provável que encontremos sempre um ou vários gêneros e flores e também relva sobre a qual podemos descansar. Vendo e admirando tudo isso, pelo caminho afora, nos acompanham, por um ou vários períodos de tempo, essas pessoas que enriquecem nossa experiência e relatos de viagem.

Algumas nos acompanham durante um bom tempo, outras nem tanto. Algumas caminham ao nosso lado, outras insistem em nos acompanhar mantendo uma certa distância, sem aceitar compartilhar do que é seu. E, por fim, com muita esperança, poderemos encontrar quem aceite dividir seu pão conosco, meio a meio, durante todo o restante do Caminho. Seu pão pode ser novo ou já adormecido, amassado. Mas, quase sempre compartilham conosco o que têm de melhor em si e consigo.

Mas não trazem só o pão do corpo e do Coração. Trazem suas marcas, como testemunhas das pedras do Caminho e dos espinhos sobre os quais, por inexperiência, pisaram. Mas, principalmente, o que não esquecemos jamais, em todo o restante de nossos dias, o perfume das pétals de rosas, que guardaram em seu Diário de viagem, para entregar ao seu Amor, um dia.
Nenhum Amor é perfeito nesse mundo, porque não somos perfeitos para amá-lo dignamente. Mas todo desejo de Amor nesse mundo é mais forte do que o amor aos desejos que acabam, desse mundo imperfeito em que caminhamos.

Eu, Ebrael, já encontrei minha companheira para a vida toda. Queira o Criador, dono de nossas almas, que caminhemos por toda a Vida juntos, lado a lado, e não um na frente do outro. Que ela continue a preparar meu pão antes de eu sair para trabalhar e continue me esperando no sofá até que eu chegue. E que eu, por todos os dias e noites da minha vida, permaneça com essa vontade maluca de chegar logo em casa, e me sentir em segurança novamente, no colo do meu Amor, Amor esse que é minha Mulher, Mãe, Musa, meu Mel, Ma Reine.


Amor não se têm, se arranca,
Das garras da prisão do Destino,
Dia após dia, quando a Paixão se acalma,
E os ânimos se clareiam.

Tua luz brilhou, aqueceu meus lábios,
Quando aceitei deixar os espinhos.
Dei a ti meu canteiro florido
Deixamos no tempo o que já é passado.

Fruta madura, cálice sagrado,
Nosso amor, declarei
Que havia de frutificar,
Nosso castelo está erguido.

Minha rainha, desde o princípio,
E como tal se portou.
E com tal porte de rainha,
Meu coração, seu trono, te assenta...
Seu Rei...aqui estou!!

Postagens mais visitadas deste blog

Greenpeace e LBV: Mercantilismo no Terceiro Setor

Com quase toda certeza, você já ouviu falar ou leu acerca do Greenpeace e da LBV, certo? Mas, você conhece, a fundo, a forma com a qual eles trabalham fora da mídia?
Com a tal onda de ativismo socio-ecológico e a ilusão de que poderíamos mudar o mundo político através da Internet, instituições como o Greenpeace e a LBV começaram a ganhar ainda mais espaço do que jamais suas imagens na mídia tinham conseguido. Com o advento da ditadura das redes sociais sobre a Consciência das pessoas, recriando modas, mudando a linguagem na comunicação, o que mais se fortaleceu foi o alcance dos instrumentos de marketing global dessas instituições, não a Conscientização dos seres humanos.  
E sabem por quê? Porque as cúpulas dirigentes dessas instituições dependem, em maior grau, do poder que o dinheiro proporciona à sanha do egoísmo, em consonância com os ditames de uma elite globalmente dominante. Sabem, também, que a maioria dos seres humanos não pensa, não raciocina, nem questiona, mas apenas reage …

Chico Anysio e a Velha Puta

Nesse dia, após sua partida deste Mundo, vamos relembrar e celebrar a inteligência e a acidez desse que foi o maior humorista brasileiro, Chico Anysio. Vá em Paz e obrigado pelo legado de sua Obra!



Malandro no Limbo

MALANDRO NO LIMBO
Para Edgar Allan Poe, in memoriam.


Deita-te, Malandro, Até a música acabar, O Tempo parar, O Limbo lamber, E o bardo gemer!
Senta-te, aqui, Malandro!  Tire esse escafandro Que te cobre! Oh, pobre  Malandro! Como o louco danças; Ris, te retrais num meandro, Te laceras entre os matos... Avanças!
Sim, avanças intrépido Por essa estrada curva. E, por mais que a água Te seja turva, Te apegas ao teu cajado lívido E te lanças...
Ah, essas crianças.... Coitadas, matreiras, Que paixões faceiras Elas te insuflam!
Mas, não te aflijas, Malandro! As folhas de Coqueiro Até hoje me camuflam; Essas quais te dão cheiro, Charme e te são por travesseiro.
Elas te protegerão do Céu Que te esmaga; Te sustentam o Véu Que te puxa... Vai-te, joga-te! Paga!
Dissolve esse breu medonho! Não te entendem jamais Quando grita do teu Profundo Inferno, esse seu Demônio! Que na Vida te ponho, Recobro, te assanho! Não ri o que pensa que venceu, Quando a Vitória desapareceu, Nessa Vida que é  Um Sonho dentro de um Sonho?



*******
Visite meu outro blo…