1 de junho de 2009

Luz para os meus pés...

No caminho dessa vida, somos viajantes sem parada, digo, quase sempre… Cruzamos com vários companheiros de jornada, com verdes vales, com paisagens inóspitas, despenhadeiros e abismos. Mas, em todos esses lugares é provável que encontremos sempre um ou vários gêneros e flores e também relva sobre a qual podemos descansar. Vendo e admirando tudo isso, pelo caminho afora, nos acompanham, por um ou vários períodos de tempo, essas pessoas que enriquecem nossa experiência e relatos de viagem.

Algumas nos acompanham durante um bom tempo, outras nem tanto. Algumas caminham ao nosso lado, outras insistem em nos acompanhar mantendo uma certa distância, sem aceitar compartilhar do que é seu. E, por fim, com muita esperança, poderemos encontrar quem aceite dividir seu pão conosco, meio a meio, durante todo o restante do Caminho. Seu pão pode ser novo ou já adormecido, amassado. Mas, quase sempre compartilham conosco o que têm de melhor em si e consigo.

Mas não trazem só o pão do corpo e do Coração. Trazem suas marcas, como testemunhas das pedras do Caminho e dos espinhos sobre os quais, por inexperiência, pisaram. Mas, principalmente, o que não esquecemos jamais, em todo o restante de nossos dias, o perfume das pétals de rosas, que guardaram em seu Diário de viagem, para entregar ao seu Amor, um dia.
Nenhum Amor é perfeito nesse mundo, porque não somos perfeitos para amá-lo dignamente. Mas todo desejo de Amor nesse mundo é mais forte do que o amor aos desejos que acabam, desse mundo imperfeito em que caminhamos.

Eu, Ebrael, já encontrei minha companheira para a vida toda. Queira o Criador, dono de nossas almas, que caminhemos por toda a Vida juntos, lado a lado, e não um na frente do outro. Que ela continue a preparar meu pão antes de eu sair para trabalhar e continue me esperando no sofá até que eu chegue. E que eu, por todos os dias e noites da minha vida, permaneça com essa vontade maluca de chegar logo em casa, e me sentir em segurança novamente, no colo do meu Amor, Amor esse que é minha Mulher, Mãe, Musa, meu Mel, Ma Reine.


Amor não se têm, se arranca,
Das garras da prisão do Destino,
Dia após dia, quando a Paixão se acalma,
E os ânimos se clareiam.

Tua luz brilhou, aqueceu meus lábios,
Quando aceitei deixar os espinhos.
Dei a ti meu canteiro florido
Deixamos no tempo o que já é passado.

Fruta madura, cálice sagrado,
Nosso amor, declarei
Que havia de frutificar,
Nosso castelo está erguido.

Minha rainha, desde o princípio,
E como tal se portou.
E com tal porte de rainha,
Meu coração, seu trono, te assenta...
Seu Rei...aqui estou!!