20 de janeiro de 2009

Soneto dos Ventos de Verão

Água do céu de minha vida inquietante,
Beijou o meu mar com desejo de juntar
Inteiras metades de um bruto diamante,
Saciando nossa vontade da paixão realizar.

Amarra de meu porto forte, em ti provei
Gosto do mel divino de mulher, bebi
Ultimamente de teu corpo ardente, gozei
Enlaçado pela magia de teu olhar, em ti revivi.

E correram suas mãos em mim como um furacão;
Jubilou-se a natureza impetuosa que quer e mais quer
Unir o céu e a terra, atar a Razão ao Coração.

Lamento apenas não saber do vento fazer canção;
Imerso em chuva ou temporal, mas da brisa que vier,
O prazer desse Anjo de Pecado caia no colo dessa Mulher.